segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A aquisição de Embarcação / Um Desabafo

Mais uma etapa ultrapassada e outra para vir.
Pois é, já encartado e com muita vontade de ir lá para dentro, lá começou a minha procura de uma embarcação em 2ª mão.
Antes de mais, acho importante que antes de fazermos este tipo de decisões, devemos ler bastante, ouvir opiniões e ponderar tudo muito bem antes de tomar uma decisão definitiva.
O que eu procurava era uma embarcação leve, que pudesse enfrentar algum mar, fácil de por e tirar dentro de agua, com motor até 25 Cv, pois não me apetecia dar mais nada, a esses senhores do estado, alem do que já descontava do meu salário e o mais barato possível, uma vez que o dinheiro não é muito aqui para estes lados.
A decisão estava tomada, após umas quantas conversações com a minha mulher, que nestas coisas sempre me apoiou, lá comecei a procurar uma embarcação.
Todos nós passamos bons e maus momentos na nossa vida, eu tomei esta decisão repentina em relação à carta e à embarcação por uma serie de factores, sendo os mais importantes, fazer algo que gosto e aproveitar a vida enquanto cá estou.
Posso vos dizer que a minha vida deu uma grande reviravolta nos últimos tempos.
À cerca de 8 anos atrás, foi diagnosticada à minha mulher uma doença cronica, 6 anos depois outra supostamente em consequência da primeira e durante todo este tempo, como devem calcular, não foi fácil, muitos hospitais, muitos internamentos, muita coisa tivemos de alterar na nossa vida, pois parecendo que não, tudo a nossa volta muda, desde o equilíbrio familiar até ao profissional tudo mudou.
A Morte do meu Pai, após mais de 10 anos de luta contra o caranguejo, também me fez ver a vida de uma forma diferente.
Um Homem que vi uma vida inteira a trabalhar e que partiu após receber o seu 1º mês de reforma.
Enfim, às vezes é esta a ironia da vida, é por estes factores que hoje acho que devemos aproveitar o melhor que pudermos enquanto cá estamos, pois a nossa passagem, pode ser mais curta do que pensamos.
Por estes motivos é que alterei o rumo à minha vida, tentei deixar de me preocupar com coisas fúteis, sendo menos consumista e dedicando mais tempo à família em detrimento do sucesso profissional que estava a correr tão bem. Mas como tudo na vida, tudo se altera, o que era um bom ambiente profissional passou a mau, pelo facto de trabalhar numa Seguradora, de um dos grandes grupos da banca deste Pais.
E embora já numa posição estável, os objectivos traçados para as equipas que "liderei", eram sempre muita parra para pouca uva e o meu perfil de liderança nada tem a ver com a "escravidão" ou deixar de tratar as pessoas como pessoas e trata-las como maquinas.
Também a minha taxa de absentismo aumentava, devido às assistências constantes à família, o facto de trabalhar em Lisboa e morar aqui em Setúbal, também não abonava nada a favor, pelo que pedi varias vezes transferência mas sem sucesso. Tinha demasiados conhecimentos para trabalhar numa delegação, foi assim que me disseram na altura.
Estava cansado, quase 14 anos de fato e gravata, da hipocrisia que se vive hoje em dia nas grandes empresas, daquelas pessoas que só nos falam se nos virem de gravata, outros que baixam a cabeça para fingir que não nos vêem, na competição desleal, e acima de tudo, como podemos passar de bestial a bestas e de bestas a bestiais.
Também já estava cansado, de ouvir todas aquelas pessoas sempre a queixar-se, eu bem reportava as coisas superiormente mas já sabia a resposta, temos de trabalhar com os recursos que temos, outras vezes até falei em defesa de outros sem me pedirem, pois cheguei a ver coisas que também não gostava que me fizessem a mim, quando era mais novo na empresa.
Chegaram-me a contar alguns colegas meus, que também coordenavam equipas que lhes chegaram a pedir que agora já não se dessem com a relé.
A mim nunca mo pediram, talvez por verem que o meu feitio não dava para isso,  sempre consegui por as coisas a funcionar dando-me bem com todos.
Em sete anos de empresa, consegui chegar mais longe, que algumas pessoas que liderei na altura com 30 anos de casa, mas sempre com trabalho e dedicação, muitas horas passei ali a mais sem receber um tostão. Era complicado ser o puto novo a comandar algumas tropas mais velhas, sendo que a maioria tinha a escola toda. Também nunca fez parte da minha educação, a hipocrisia ou o autoritarismo. 
Estava no sitio certo à hora certa como se costuma dizer, muito em parte derivado à facilidade que sempre tive com tudo o que era computadores e informática, os mais velhos já não tinham tanta paciência para fazer coisas novas, como trabalhar com sistemas novos. Na informática tudo lhes fazia confusão.
Também não os condeno, eram de uma geração em que era tudo feito à mão, em livros que mais pareciam Blocos A2 de tão grandes que eram, depois vieram os arquivos de processos, eram centenas de arquivos para colocar as ocorrências, depois o papel foi substituído pela digitalização, o fax pelo fax server enfim... aquelas pessoas tinham vícios de trabalho criados por mais de 20 anos de casa e de repente tudo mudou.
Era muita informação para a cabeça de qualquer pessoa, muita interpretação da lei e dos novos diplomas que iam saindo. Qualquer pessoa que fique ali mais de 20 anos, está completamente farto daquilo, era o prato do dia nos mais velhos.
Acreditem, trabalhar em sinistros é muito desgastante, toda a gente reclama e quer ver os seus problemas resolvidos, a pressão e os prazos a cumprir são muitos e o trabalho nunca tem fim, é um pouco desmotivante sairmos dali todos os dias e saber que as reclamações nunca vão ter fim, continuam a entrar às centenas por dia.
Bem voltando um pouco atrás, Depois vieram os mais novos, reclamavam em relação às condições de trabalho e nada faziam para alterar o rumo à sua vida. Eu, estava saturado daquele ambiente e queria mudar.
Como eu digo, sou imperfeito como qualquer um de nós.
Na vida, a meu ver à dois tipos de críticos, o destrutivo e o construtivo, sempre me vi mais no lado do construtivo, porque quase sempre, tentei encontrar soluções para as minhas criticas, talvez por isso não tenha inimigos, pelo menos que eu saiba. Posso ser imperfeito, mas se à coisa que eu sempre defendi foi a igualdade.
Sim podem dizer, qual igualdade?
Ela não existe em parte nenhuma do Mundo, mas eu vivo um pouco na minha utopia.
Lá cheguei a acordo com a empresa e sai, deixando a casa limpa como o meu Pai sempre me ensinou, nunca se sabe o dia de amanha.
Assim, neste momento, faço parte desse milhares no desemprego, vivo a vida um dia de cada vez, tentando com muita calma poder conseguir fazer algo que tenho em mente. Um pequeno projecto que espero vir a tornar real.
Alguns dizem que fui maluco, outros que me precipitei.
Sinceramente, maluco! Malucos são aqueles que vivem a vida numa ilusão constante e nem se apercebem o que andam cá a fazer, porque não vivem, sobrevivem. Se me precipitei ou não só o tempo o dirá.
No entanto, não quero ser mais um a lamentar-me daqui a uns anos por não ter tentado, fiz tudo com cabeça e coração, em família, não tomei decisões sozinho. Sozinho não estou e espero não ficar.
Prefiro ter pouco e ser feliz, do que muito e vazio por dentro.  
Bem desculpem o desabafo, mas às vezes faz falta.
Assim, dedico esta pagina ao meu Grande Pai, António Rebolo, o Bigodes como lhe apelidava, a quem agradeço a forma como me educou, bem como os valores e os princípios que me transmitiu.
À minha Mãe, um obrigado muito especial, por estar sempre a meu lado e apoiar-me da melhor forma que sabe, à minha mulher por tudo o que sempre foi e espero eu, sempre será, um pilar para mim e à restante família e amigos, que são o outro pilar que faz equilibrar as coisas.
Também decidi colocar, em memória do meu Pai, o seu apelido REBOLO , no nome da minha 2ª embarcação.



Pois bem, passo a mostrar a minha 1ª embarcação o FOGUETE.
Um Fibramar Pescador com 4,25 m.






video


Adquiri esta minha 1ª embarcação em Sines.
Passei por algumas aventuras. Quem anda no mar tem sempre historias para contar.
Vou contar uma,e que aventura, que passei numa das minhas primeiras saídas ali da "Rampa" do Outão, com os meus amigos Ricardo e Gonçalo.
Já não me lembro do dia mas foi em Dezembro de 2009, lá fomos nós à pesca embarcada, tínhamos de experimentar a embarcação.
Saímos cedo, e fomos para perto da doca da cecil, fundos maiores.
Vimos uns peixinhos na sonda, e vai de fundear.
Bem vai de fundear não é bem assim, porque o Ricardo Alentini, mandou o ferro para dentro de agua, mas sem a corda agarrada. Tinha só um pouco de corda e ele ficou a olhar para a fateixa a ir para o fundo.
E agora como vamos pescar sem fateixa? Vai de ligar o motor para ir buscar uma pedra grande, aquela praia pequena, mesmo ao lado da Figueirnha.
Pedra para cima da embarcação e la vai de ir novamente ali para os lados da Cecil.
Chegada ao local já com pedra agarrada ao cabo e vai de tentar fundear, tá bem tá, com as correntes que se fazem sentir ali na zona já é difícil fundear com fateixa, quanto mais com uma pedra. Então vai de pescar à deriva.
Muitas passagens feitas no local e nada, também não admira, a tentar pescar à deriva sem saber ler nem escrever, com material que não era para esse efeito, nem tão pouco conhecimentos para tal.
Então lá fomos para dentro do Sado, tentar apanhar os alcorraz, correntes mais fracas que nos deixaram fundear com a pedra.
Tarde bem passada as capturas quase zero, tirando o Ricardo Alentini que tinha apanhado um Ruivo e lá voltamos nós para a rampa do Outão, não lhe podemos chamar rampa devido ao estado em que se encontra, mas não tenho outro nome para aquilo.
Baixa-mar às 7 da tarde, epá não me tinha lembrado disto, espero conseguir tirar a embarcação.
Renault Kangoo para a areia da praia, juntamente com o atrelado e não é que quase lá ficava a carrinha atolada na areia..
Bem estava em brasa, como não previ isto das marés, a vontade era tanta de ir lá para dentro que nem se pensava nos perigos que podem ocorrer por não se planear bem estas coisas.
Vai de tirar a areia de volta dos pneus da carrinha, já atolada na areia e meter pedra por baixo de forma a tirar a carrinha dali rapidamente senão quando a maré enchesse estava feito. Ficamos quase uma hora, ate conseguir tirar a carrinha dali.
Por norma até costumam estar por ali viaturas 4x4, mas naquele dia ninguém estava por lá.
Depois de muito esforço, la conseguimos tirar a Kangoo da areia.
E agora, como tiro a embarcação daqui?
A maré já estava a vazar e pensei para mim, bem vou aproveitar enquanto ainda tenho este resto de luz do final de dia e vou andando até à rampa da Mitrena, para poder tirar o barco.
Decidi ir sozinho, para ser menos peso e ir mais depressa e ai vou eu, tinha passado já a doca dos pescadores ia a fundo, estava quase na doca das Fontainhas quando o motor parou. O que se passou tinha ficado sem gasolina, bem que inconsciência, pensei eu, ainda por cima sem ferro nem pedra, que já tinha largado aquando o final da pesca.
Vi a minha vida a andar para trás. A corrente a levar-me pela barra fora e eu sem forma de poder fazer o que quer que fosse.ainda tentei dar ao remo, mas ta bem está.
Vai de ligar para o Ricardo e Gonçalo que me aguardavam na rampa da Mitrena e explicar o sucedido, mas o que poderiam eles fazer, estava a ficar de noite e eu à deriva, a ser levado pelas correntes do Sado barra fora e nenhuma embarcação à vista.
Foram momentos de angustia, que me serviram de lição, pois sempre respeitei o mar e não o fiz daquela vez, talvez inconscientemente e face à pressão da situação anterior com a carrinha que nem pensei na gasolina.
A minha salvação, um pequeno veleiro, que vi a vir na minha direcção, já depois do Outão, a mais de uma milha da costa.
Vai de fazer sinais com a lanterna e eis que ele virou a proa para mim e veio na direcção da minha embarcação.
Ufa que alivio, lá expliquei o que se tinha passado e vai de reboque até ao clube naval onde falei melhor com o meu salvador e a sua família.
Eram de Vila Franca de Xira. Um casal novo, na casa dos trinta e poucos anos com um bebé de 3 meses e outro com +/- 3 anos.
Só vi as crianças, quando chegamos à doca do clube naval. Saíram de dentro do convés, até me arrepiei, pois lembrei-me dos meus filhos e da asneira que tinha acabado de fazer, a qual podia ter tido outras consequências.
A ironia do destino, era a 1ª vez que o casal metia o veleiro dentro de agua., e logo no 1º dia fizeram um reboque.
Agradeci do fundo do coração, não fiquei com o contacto dessa pessoa, mas deixei-lhe o meu, a pedido do mesmo, pois disse-me que não conhecia ninguém daqui e quem sabe um dia não vá ele precisar de uma ajuda nestes mares de Setúbal e eu estar por lá.
A partir deste dia tenho sempre o lema: Quem vai para o mar, avia-se em terra.
Dificilmente hoje em dia faria uma saída para o mar, como a que fiz naquele dia.
Acima de tudo, nunca nos devemos esquecer de respeitar sempre o mar, aprender com os nossos erros e planear as saídas com alguma antecedência. Devendo verificar tudo antes embarcarmos em aventuras.
Mais vale levar duas fateixas e um jerrycan com gasolina do que pensar que tudo vai correr bem e depois, surpresa!
Passando à frente, não vou aqui falar de pescarias, ou tentativas de pescarias, apenas vou deixar fotos da minha segunda embarcação, REBOLO.
Posteriormente noutro post, irei falar nas pescarias no FOGUETE, que já vendi ,e no REBOLO, a minha embarcação actual.
Aqui ficam então umas fotos da minha actual embarcação, adquirida em Agosto deste ano.







Aqui ainda tinha o nome antigo, FELIZES, sendo substituído pelo apelido do meu pai, REBOLO.
É pequenino, mas muito económico, até agora sempre me deixou ficar bem, tem um calado fora do normal para um barco desta envergadura e noto bem a diferença de navegação nele em relação ao meu ex. o fibramar, deixei os consumos exagerados bem como o cheiro a óleo de mistura.
Valeu todo o esforço que fiz para o comprar, a um senhor em Peniche que pouco uso lhe dava.
Estava e ainda está, praticamente novo e muitas pescarias espero fazer nele, durante muitos anos, ou talvez não, como diz a minha mulher.
Também dizia o mesmo do FOGUETE e nem um ano fiquei com ele.
O motivo da troca foi o vicio de querer ir muitas vezes ao mar, às vezes sozinho e assim economicamente é muito mais viável. Ainda pensei em comprar só um motor novo para o fibramar, mas depois resolvi ficar com o Argus e vender então o Fibramar.
Ao seu actual proprietário, o Mauro, rapaz ali da zona de Sintra desejo as maiores felicidades e que tudo corra bem nas suas saídas com o Foguete.

4 comentários:

Anónimo disse...

Tiago tenho acompanhado algumas coisas que tem escrito no seu blog,
gostei muito da forma carinhosa como se refere á família um pilar importante na vida da maioria das pessoas, fiquei satisfeito por saber
que já tem trabalho para além da pesca. Um Abraço de amizade Jorge Gilot.
O meu mail é jorgegilot@gmail.pt

Rebolo disse...

Boas Jorge Gilot,
Grato pelo comentário, de facto a família está sempre em primeiro lugar, é um pilar para mim.
A pesca faz o restante equilíbrio da mente, para viver em plena harmonia.
Forte abraço.

Júnior disse...

Caro amigo, para si, sou apenas um anónimo que pretende deixar de o ser.
Tenho a que toda a gente que adora a pesca embarcada, como eu, adora ler,ouvir e comentar acerca desta feliz vocação.
Hoje, casualmente, entrei no seu blog e foi com enorme agrado que acabei por ler a sua história, pois já passei por algumas parecidas.
São todas boas histórias, factos que jamais serão esquecidos desde que acabem bem, como foi o caso do seu.
Encontrei alguma ternura na maneira como aborda a questão familiar, pois tal como eu a família é algo que não se dá, não se compra, mas conquista-se e desenvolve-se ao longo do tempo. Criando-se laços que nunca se apagam. Há que preservar, pois não é fácil termos uma verdadeira família. Há quem tente a vida toda e não congiga.
Adoro a pesca, sobretudo a pesca lúdica embarcada.
Sinceramente acho que todos temos muito a apreender acerca deste maravilhoso hobby.
Já sou quase cinquentão, mas cada dia de pesca é sempre vivido com muita intensidade e prazer como se fosse apenas um adolescente.
Comecei ainda em Angola (Benguela) desde criança com o meu pai e seus amigos e desde logo comecei a sentir o prazer da pesca embarcada que durará para toda a minha vida.
É claro que os mares por cá são diferentes, mas quem gosta, gosta. Não há hipótese. Alguns esperimentam e acham uma "seca", outros como eu, desde há anos, não perdem a oportunidade de uma pescaria ( com mais ou menos peixe)na companhia de alguém que inicialmente não nos diz nada, mas só o facto de passarmos algumas horas num objecto flutuante rodeados de água, passamos logo a ter intimidade com os companheiros.
APRENDEMOS A PARTILHAR O PRAZER COMUM!
Cá em Portugal, pelo menos na área onde é custume eu pescar, área marítima de Sesimbra ou Setúbal, não pesco meros (garopas) nem pungos ( corvina grande)de 30/40kg mas continuo a ter o mesmo ou mais prazer de ir à pesca.
Contento-me bem com os sargos, choupas e besugos.
A propósito das suas embarcações, devo dizer-lhe que tenho um RIAMAR de 4,40m com proa fechada.
Apesar de ser um barco robusto, estável e com linhas de água que proporcionam suavidade a navegar, não é o ideal para a pesca.
É também bastante pesado o que dificulta o transporte.
Mas, é o barco que tenho e não deixo de ir à pesca por causa disso.
Gostei de ver o seu 2º. barco, o "ARGUS" aquele que colocou o nome do seu pai. Parece-me uma excelente embarcação para aquilo que pretendo e posso comprar.
Se eventualmente souber de alguém que tenha para venda um semelhamte ao seu, usado, em bom estado de conservação, por favor contacte-me.Tel.(939870003)
Um abraço, boas idas e bons regressos. O resto já se sabe e o que não se souber vai-se aprendendo.
Aquela da poita foi demais.
JÙNIOR (pescador sempre que dá jeito)

Rebolo disse...

Boas Júnior,
Grato pelo seu comentário, é sempre bom ver alguém que mostra interesse em ler o que vou escrevendo e às vezes sabe bem recordar aquilo que escrevi, como foi o caso, após reler este post de Outubro de 2010.
Também gostava um dia de poder fazer uma pescaria em Angola, é algo que tenho em mente à já muito tempo pois tenho familiares angolanos, sendo um deles a minha mulher. É uma terra que terei de visitar.
Quanto à pesca, concordo plenamente com o que refere. Uns experimentam e acham uma seca outros como eu ficam completamente vidrados naqueles momentos que só nós, os que gostamos, poderemos dar o verdadeiro valor.
Como pesca aqui na mesma zona, quem sabe se não nos encontraremos um dia destes.
Quanto à embarcação o Argus, foi uma embarcação que me chamou a atenção na altura pelo conjunto em si.
Dificilmente vejo à venda este modelo da argus, talvez não tenham feito muitos, não sei, mas até agora só vi um igual aqui em Setúbal à uns meses atrás ali na zona de Troia.
Mas se eu souber de algo irei informa-lo certamente.
Abraço e boas fainas.