sábado, 8 de novembro de 2014

Momentos



Boas,
O titulo de hoje diz tudo, são momentos que passamos no mar com imagens que valem mais que mil palavras, imagens que ficam na memoria como sendo algo que a natureza nos mostra de uma beleza sem limites e dos quais nos recordamos por serem tão belos e surpreendentes.
Assim deixo um video de um dia de belos momentos em que não mostro pesca mas sim aquilo que nos rodeia neste mar tão vasto e tão belo o qual devemos preservar cada vez mais para que estes momentos se possam repetir durante muito tempo.



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dourada à chumbadinha


Boas,
Que saudades tinha eu destas amigas, já não as via à algum tempo e como gosto tanto delas pensava que já me tinham abandonado ou até traído.
É muito gratificante apanhar uma destas, faz bem ao ego de qualquer um e neste dia teve de facto um sabor especial.
A verdade é que tenho andado à procura das douradas cá dentro do Sado, mas elas têm fugido de mim ou melhor ainda, não consigo dar com elas, talvez a falta de experiência, falta de saber, falta de sorte, enfim vá-se lá saber as faltas todas que faz apanhar uma bicha destas.
Esta tem um sabor especial pois foi a primeira apanhada à chumbadinha, técnica que ainda não domino e que poucas vezes pratiquei, mas neste dia deu frutos em comparação com a pesca de fundo que pratico habitualmente.
Mas vamos começar pelo inicio.
Foi uma pescaria combinada com o amigo Gonçalo, a maré iria começar a encher por volta das sete e meia da manha pelo que decidi ir pela primeira vez de noite de forma a poder começar a pesca logo com o raiar do dia apanhando assim a maré na enchente sendo que até agora tem sido aquela que mais capturas me tem dado.
Logo aqui foi uma novidade, ia navegar de noite coisa que ainda só tinha feito no meu exame de patrão local mas como o vento estava calmo decidi que seria hoje a minha primeira navegação nocturna no Rebolo.
Por volta das cinco da manha já estava dentro de agua, contemplando esta bela terra pelas suas luzes nocturnas e por este rio Sado que parecia mais um lago reflectindo por completo as luzes nas suas aguas calmas.



Durante a minha viagem até aos cabeços de Troia e seguindo sempre a uma velocidade moderada lá iniciei um corrico com uma amostra semi-afundante e já perto dos cabeços sinto o drag do carreto a disparar e pensei para mim " tu queres ver que apanhei um robalote ou uma baila" mas não, tinha sido uma gaivota que se prendeu no multifilamento e que só se desprendeu já bem perto da embarcação, coitada veio de arrasto pela asa mas lá se safou sem qualquer problema, se tivesse sido na amostra seria bem pior.
Depois já nos cabeços sinto o drag a disparar novamente, mas falso alarme, eram  algas e mais algas presas à amostra que foram percorrendo o fio durante o corrico.
Recolhida a amostra era tempo de rumar lá para fora ao meu quintal em busca das ditas Douradas no local onde habitualmente por esta altura a coisa nunca me falhou, à sempre a primeira vez mas ainda não foi desta.
O facto da minha embarcação ser classe 5 limita-me em parte os locais a explorar e por isso tenho de ficar como lhe chamo habitualmente no meu quintal.
Durante este verão fui duas vezes a este local e peixe nem um conforme já referi num post anterior.
Chegado ao local vai de sondar e os meus olhos não poderiam estar mais radiantes. Exactamente no mesmo local  marcado no gps dos anos anteriores onde tinha feito algumas capturas lá estava aquela bela marcação logo a seguir a uns entralhados formando uma bela mancha agarrada ao fundo com laranjas e amarelos em forma de cogumelo gigante.
Vai de preparar o material e iscas já com o sol a nascer e a vontade de tentar dar com elas a crescer cada vez mais.
O Gonçalo estava cansado e resolveu descansar um pouco, tendo iniciado a pesca sozinho sempre com a sardinha a comandar as operações.
A ondulação estava alta e espaçada o que fazia com que a cana oscila-se mais de dois metros não tornando a pesca fácil de se sentir o picar do que quer que fosse. A aguagem estava forte o que dificultava ainda mais o sentir de qualquer toque.
Rapidamente as iscas desapareciam pensando eu que poderiam ser os carapaus  que andavam por ali, pois tinha ouvido dizer que andava muito carapau lá fora. Foi uma primeira hora de grande desgaste descendo e subindo rapidamente as pescas e trocando rapidamente as iscas de forma a fazer o pesqueiro coisa que não é fácil de se fazer a solo só com uma cana.
O primeiro exemplar foi um safio, depois outro e seguido de um polvo, um ou outro carapau e depois vai de começar com o caranguejo intercalado com a sardinha.
Foi aqui que apareceu a primeira dourada e pensei para comigo "o melhor é meter outra cana e tentar a chumbadinha "pois a corrente estava forte, a aguagem também e a ondulação não deixava sentir grande coisa.
Foi sem duvida uma decisão acertada, chumbadinha de 90 gramas com iscadas de sardinha inteira sem cabeça e rabo, cozidas com o estralho de cerca de metro e meio e um anzol 5/0. Fazia lançamentos pelo través da embarcação e deixava a cana no porta canas da proa com o drag quase todo aberto à espera de ouvir  a embraiagem trabalhar.
Pouco tempo depois lá senti a embraiagem a dar de si, fecho a mesma ferro alto e mais um safio, nisto a outra cana com caranguejo e sardinha dava pequenos toques e não conseguia ferrar nada.
Vai de nova iscada de sardinha na cana da chumbadinha e novo lançamento, uns minutos depois lá sinto a embraiagem novamente a dar de si, fecho a mesma nova ferragem e mais um polvo, nova iscada de sardinha desta vez ainda maior e mais gorda uns minutos depois sinto a embraiagem do carreto a disparar fechei o drag e perdi não sei o quê pois foi em direcção ao cabo da fateixa e partiu a linha.
Paciência só contam os que entram cá dentro mas deveria ser um belo dum bicho certamente.
Vai de mudar montagem, nova iscada grande de sardinha inteira e pouco depois começou a minha bela luta com a menina da foto de entrada um belo exemplar que me trouxe belas recordações do passado e que me fez relembrar as cabeçadas inconfundíveis e o gozo que dá trabalhar e ver chegar perto da embarcação aquela mancha prateada que me fez gritar e acordar o Gonçalo a pedir a sua ajuda pelo chalavar para não perder esta menina.



Estava feito o meu dia, já não precisava de mais nada, a felicidade percorria a minha alma e sentia-me realizado por ter conseguido capturar este belo exemplar. Não foi a maior que já apanhei mas só o facto de ter testado outro método de pesca e o mesmo ter resultado era para mim uma satisfação e uma grande alegria. Mais uma vez este local não me falhou e certamente que a coisa poderia ter sido diferente caso o pesqueiro tivesse sido trabalhado pelos dois e não a solo, mas melhores dias virão.
Sei que caso utiliza-se anzóis mais pequenos teria a arca cheia de peixe, mas foi algo que resolvi mudar à alguns tempos atrás, dá-me mais gozo apanhar um ou dois exemplares destes do que trazer uma arca cheia de peixe, é uma questão de forma como dizia um conhecido meu, cada um com a sua forma o que importa é a satisfação que sentimos e como a sentimos para nos completar enquanto pescadores. Não me considero melhor ou pior daqueles pescadores que gostam de trazer grandes tecas de peixe, sou diferente e sinto-me satisfeito com este tipo de pesca penso que é uma questão de mentalidade e conforme referi de satisfação por aquilo que faço.
Não fiz video completo da pescaria pois trabalhar com as duas canas já me dificultou mais a vida quanto mais ainda filmar, mas deixo um pequeno video da navegação nocturna e de algumas capturas.
Até breve e de preferência de vara na mão.


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Captura do Lingueirão


Boas,
A pesca no Sado não se limita só à pesca de cana ou de chocos.
Assim nos últimos tempos quando o mar não me permite ir lá fora e as marés tem grandes amplitudes dediquei-me à captura do lingueirão.
Alem de um bom isco é também a meu ver, um bom pitéu no prato.
Neste dia fui com o Gonçalo e o João Fonseca sendo esta a sua primeira vez neste tipo de capturas.


Esta é a meu ver uma boa forma de passar o tempo durante a baixa mar e escolhendo bem o local podemos ter bons resultados.
Alem do lingueirão, ainda podemos apanhar berbigão, ameijoa, casulo, ganso e minhoca o que torna ainda mais variada este tipo de actividade aqui no Sado.


A verdade é que muito tenho ouvido falar relativamente às amigas douradas aqui dentro e a sua preferência quer pelo ganso quer pelo lingueirão, mas as minhas poucas tentativas de dar com as ditas cujas não tiveram grande sucesso.
Conforme referi, tenho ouvido falar, mas nada vi com os meus olhos e possivelmente quem as apanha ou fecha-se em copas ou então é conversa de pescador que habitualmente é como quem diz quem conta um conto acrescenta um ponto o que me deixa serias duvidas relativamente às grandes capturas que tenho ouvido falar.
A minha experiência aqui dentro do rio é de facto diminuta, pelo que possivelmente tenho de na devida altura e época tentar dar com elas e assim poder tirar as minhas ilações.
Alem disso parece que andei trocado, pois ia lá fora tentar pescar e não apanhava nada e depois ouvia dizer que nesses dias a coisa tinha rendido bastante cá dentro no Sado e pelas embarcações que andavam cá por dentro fazia sentido e lá fora não via nem uma embarcação à pesca.
É assim, tem de se tentar, ficando em casa é que não apanho nada por isso é mais umas tentativas para ganhar experiência.
Também tenho feito umas pescarias de costa aqui no Sado, por norma com o Gonçalo nos dias mais agitados e em algumas durante a noite, mas em relação a capturas apenas uns safios e umas safias e o Gonçalo outras espécies como a tramelga e bailas.
Noto que este rio está mais rico em variedade de peixe, coisa que não via aqui à uns anos atrás e por isso possivelmente as nossas amigas douradas podem andar por ai e eu não dar com elas, também porque fiz duas ou três tentativas na embarcada cá dentro e isso não é suficiente para dizer algo em concreto.
Estamos a entrar na altura de ir lá fora, ao meu quintal, onde por norma tenho apanhado algumas douradas nos anos anteriores, é engraçado que as duas ultimas vezes que lá fui fora em Julho e Agosto não apanhei nada o que veio mais uma vez confirmar aquilo que aconteceu nos anos anteriores, são locais que só dão peixe em determinadas alturas do ano. Mas mas isso fica para o próximo post. No entanto posso já dizer que mais uma vez nesta altura do ano aquele local nunca me falhou dando-me sempre algumas alegrias.
Para finalizar deixo aqui um video da captura do lingueirão.
Saúde e boas idas de preferência de vara na mão, até à próxima.















quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Pesca Aqui 4 anos


Boas,
Pois é verdade este meu blog fez quatro anos.
Parece que foi ontem que iniciei o Pesca Aqui e já lá vão quatro anos e 116000 visualizações o que ultrapassou muito as minhas expectativas iniciais.
Embora seja verdade que não tenha a mesma actividade que tinha à dois anos atrás devido a muitos factores pessoais, mas mesmo assim não irei deixar de tentar pescar cada vez mais e continuar a aprender do mesmo modo de forma a poder partilhar as minhas experiências com quem as segue habitualmente.
Aos seguidores e outros visitantes que por aqui vão passando o meu grande obrigado e espero poder continuar a preencher este espaço durante muitos anos, é sinal que ainda cá estou com saudinha que é o que é preciso.
Deixo então um video de momentos e memorias das minhas pescarias.
Abraços e beijinhos, um bem haja a todos vós e até breve.


sábado, 13 de setembro de 2014

Pesca no Sado



Boas
Pois é verdade que já há algum tempo que aqui não vinha.
O tempo não tem sido muito e a vontade também não tem ajudado, é assim a vida, complicações e chatices que no fundo fazem parte dela e como ela às vezes nos prega grandes partidas sem estarmos à espera, tudo deveria ser mais simples e menos complicado mas faz parte do crescimento e de uma experiência que andamos aqui a passar.
Mas deixando as lamentações vamos falar de pesca., pesca fora e dentro do rio Sado.
Após duas tentativas de pesca em Junho e Julho nos mares lá de fora sem qualquer sucesso, resolvi iniciar aquilo que já deveria ter feito à mais tempo, pescar no rio Sado.
Após alguns relatos ouvidos este ano em relação à pesca no Sado por parte de outros pescadores e sabendo que as coisas andaram quentes por aqui em relação às douradas de Março a Julho, resolvi começar a explorar mais este rio e embora já fosse fora de tempo das ditas cujas valeu a pena pois iniciei-me na captura dos canivetes do berbigão e das ameijoas.



Mas vamos por partes, voltando às duas pescarias anteriores lá fora em Junho e Julho, tentei de tudo um pouco, quer em relação a profundidades quer em relação a locais diferentes e certamente que não me lembro de ter tido dias assim nos últimos anos.
Tentar compreender o que se passou é difícil de explicar, mas pelos relatos ouvidos de outros pescadores as coisas não andavam fáceis e dar com peixe seria tarefa complicada.
O tempo esteve estranho este ano, as temperaturas das aguas até estavam semelhantes a anos anteriores mas não consegui dar com eles quer nos locais habituais, quer em novos locais na casa dos 90 metros de profundidade ate aos 60 metros sendo que as capturas efectuadas foram uma ou outra cavala e uns carapaus.
Talvez seja a falta de pratica, talvez o stress e alguma desconcentração, talvez a inexperiência ou a falta de sorte, sei lá eu, são as variáveis todas juntas ou algumas em esquecimento.
Na minha teimosia lá tentei, mas conforme referi anteriormente sem sucesso, deveria mesmo era ter ficado cá dentro do rio e quem sabe poderia ter dado com as meninas douradas que tantas alegrias deram a muitos pescadores nessa altura quer em tamanho quer em quantidade.
Mas a pesca é isso mesmo as tentativas servem para aprender e ir tentando melhorar.

Das duas vezes que pesquei aqui no Sado em Agosto fui sempre apanhar canivetes, berbigão e algumas ameijoas, isto durante a maré vazia e depois com a enchente a tentativa de dar com as douradas.
O Sado tem estado cheio de embarcações e todos dizem que o rio está a melhorar e muito no que diz respeito a capturas, mas tenho tentado me afastar dessa confusão indo mais para perto da ilha do cavalo.
Das duas vezes que fui e pescando de uma forma diferente da que pesco habitualmente não consegui dar com elas.
Por aquilo que ouvi as capturas das meninas tem sido feitas à chumbadinha com lingueirão com casca e dois ou três anzóis em tandem, sempre perto dos cabeços a cerca de dois metros de agua, também me dizem que algumas capturas foram feitas com ganso e por isso também levei essa  isca.
Foram pescarias descontraídas levando sempre o meu filho, saindo tarde por volta das onze horas para apanhar a maré a baixar e puder capturar com ele e com o Gonçalo os canivetes, o berbigão e algumas ameijoas.



Depois com a enchente lá tentávamos com os canivetes com casca e os anzóis em tandem capturar umas douradas e o meu filho com o ganso lá ia capturando uns alcorrazes, caso contrário perde facilmente a paciência e a pesca torna-se uma seca para ele, é compreensível pois ainda não compreende que a pesca é mais do que as capturas, mas espero que com o tempo a paciência faça parte da sua maneira de ver a pesca e que me acompanhe em muitas pescarias futuras.





No final do dia e a pedido do meu filho lá fui à ilha como ele lhe chama, um cabeço aqui no Sado que mesmo com a maré cheia fica sempre a descoberto.
Na realidade ele gosta de ir variando, inicialmente estar na areia a apanhar canivetes e berbigão, depois pescar e no final ir brincar um pouco mais para a areia nos cabeços.
E foi neste cabeço que o Gonçalo deixando uma cana no porta canas do barco com lingueirão ainda apanhou um robalito que foi devolvido pelo seu modesto tamanho.



Deste cabeço ainda tentamos fazer um spinning quer com amostras quer com vinis mas sem sucesso.
Douradas nem uma, mas foram dois dias bem passados para relaxar um pouco e explorar um pouco mais do rio Sado.
Uma coisa é certa fiquei adepto dos mariscos de casca aqui do rio, à bulhão pato vai que nem ginjas.
Fico na duvida em relação à captura do lingueirão, pois proibiram a sua captura mas penso que é só para a pesca profissional e não para a pesca lúdica, pelo menos é essa a interpretação que faço da portaria n.º170-A/2014 que proíbe a pesca do lingueirão até Dezembro de 2015.
Resta esperar por dias melhores e como estamos perto da altura das douradas começarem a dispersar lá para fora espero conseguir dar com elas nos locais habituais dos anos anteriores, por volta do final de Setembro e até Dezembro.
Para finalizar aqui fica o vídeo da ultima de Agosto.







quarta-feira, 2 de abril de 2014

4ª Feira Pesca Ludica e Desportiva em Setúbal


Foto: 4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal - Actualização I

A Câmara Municipal de Setúbal, com o apoio das Águas do Sado e no enquadramento da 12ª. Edição do seu projecto Jogos do Sado vai organizar, no Parque Urbano de Albarquel, a 4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal que manterá o seu conceito inicial – Feira interactiva de pescadores para pescadores.

A pesca, na sua vertente desportiva e de lazer, conta com largas centenas de milhares de praticantes em Portugal.
O elevado número de praticantes, a quantidade de agentes que a ela se dedicam na cidade e concelho de Setúbal e as condições de estuário e mar que se podem oferecer, inclusive as existentes no recinto da feira – Parque Urbano de Albarquel – justificam, tanto a realização do evento, quanto o conceito aplicado.

A edilidade, dentro das suas possibilidades, tem vindo a criar condições para uma interacção prática entre importadores, lojistas, clubes, associações, federações, sites/fóruns, revistas da especialidade e pescadores das mais variadas técnicas, essencialmente direccionadas para a pesca em estuário e mar.

A componente de exposição de Náutica de Recreio (embarcações, motores; novos e usados) projecta-se também nesta edição com um alargamento significativo.

Estrategicamente e considerando o sucesso das anteriores edições, a todos os intervenientes será possível interagir através de testes de materiais, concursos de pesca, abertos a atletas federados e não federados, assim como debates, palestras e workshops que decorrerão ao longo dos dias de realização, permitindo aos munícipes e a todos os pescadores nacionais interessados, participarem neste evento que se pretende, venha a tornar-se num dos mais importantes do país, nas áreas da Pesca Lúdica, Desportiva e Náutica de Recreio.

A Feira terá a sua abertura às 18.00 horas, de dia 24 de Abril, com recepção aos expositores, festa e animação, seguindo-se nos restantes dias um conjunto de eventos que, neste momento, se configuram no seguinte programa:

Dia 25:

- Concurso de Pesca Embarcada de Alto Mar, em Embarcações de Recreio, organizado numa parceria entre o Clube Naval Setubalense e o Grupo Desportivo Os Amarelos, com o apoio da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva de Alto Mar (FPPDAM)
- Workshop de Pesca à Pluma, dinamizado pelo José Rodrigues, do site www.segredosdapluma.com (inscrições gratuitas).

Dia 26:

- Workshop de Jigging Vertical, dinamizado pelo Jigging Clube de Portugal, com componentes teóricas e práticas, em terra e no mar e com o apoio da loja Farol do Sado em Setúbal (inscrições gratuitas).
- Workshop de Pesca Embarcada de alto Mar, dirigido a cidadãos com necessidades especiais e dinamizado pela FPPDAM, através do seu projecto PARAPESCA, em parceria com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Setúbal, com o apoio da Casa Pita.
- Workshop de Pesca Grossa (Big Game Fishing), dinamizado pelo Big Game Clube de Portugal (inscrições gratuitas).

Dia 27:

- IV Open de Pesca em Kayak, dinamizado por um grupo de voluntários praticantes da modalidade, com o apoio da Comissão Organizadora dos Jogos do Sado e da FPPDAM.
- Campeonato Nacional de Pesca de Alto Mar em Embarcação Fundeada, 3.ª Divisão, organizado pela FPPDAM.

Outros eventos, a decorrer durante o período da feira:

Para além dos eventos já programados, serão mantidos pela Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos (ANPLED) e pelo Clube de Amadores de Pesca de Setúbal (CAPS), workshops de pesca apeada, abertos e gratuitos, dirigidos aos mais jovens que só terão de chegar e começar a aprender os segredos desta pesca nas vertentes de fundo, corrico, spinning e bóia.
A AQUAMASTER, escola náutica de Setúbal, irá também dinamizar baptismos de mergulho.

A maioria dos eventos vão realizar-se, ou serão finalizados, no recinto da feira.

Parceiros confirmados:

Federação Portuguesa de Pesca Desportiva de Alto Mar (FPPDAM)
Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos (ANPLED)
Jigging Clube de Portugal
Big Game Club de Portugal
CAPS – Clube de Amadores de Pesca de Setúbal – Workshops práticos
Clube Desportivo e Recreativo “Os Amarelos” – Organização de concursos
Clube Naval Setubalense – Organização de concursos

4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal 

A Câmara Municipal de Setúbal, com o apoio das Águas do Sado e no enquadramento da 12ª. Edição do seu projecto Jogos do Sado vai organizar, no Parque Urbano de Albarquel, a 4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal que manterá o seu conceito inicial – Feira interactiva de pescadores para pescadores.

A pesca, na sua vertente desportiva e de lazer, conta com largas centenas de milhares de praticantes em Portugal.
O elevado número de praticantes, a quantidade de agentes que a ela se dedicam na cidade e concelho de Setúbal e as condições de estuário e mar que se podem oferecer, inclusive as existentes no recinto da feira – Parque Urbano de Albarquel – justificam, tanto a realização do evento, quanto o conceito aplicado.

A edilidade, dentro das suas possibilidades, tem vindo a criar condições para uma interacção prática entre importadores, lojistas, clubes, associações, federações, sites/fóruns, revistas da especialidade e pescadores das mais variadas técnicas, essencialmente direccionadas para a pesca em estuário e mar.

A componente de exposição de Náutica de Recreio (embarcações, motores; novos e usados) projecta-se também nesta edição com um alargamento significativo.

Estrategicamente e considerando o sucesso das anteriores edições, a todos os intervenientes será possível interagir através de testes de materiais, concursos de pesca, abertos a atletas federados e não federados, assim como debates, palestras e workshops que decorrerão ao longo dos dias de realização, permitindo aos munícipes e a todos os pescadores nacionais interessados, participarem neste evento que se pretende, venha a tornar-se num dos mais importantes do país, nas áreas da Pesca Lúdica, Desportiva e Náutica de Recreio.

A Feira terá a sua abertura às 18.00 horas, de dia 24 de Abril, com recepção aos expositores, festa e animação, seguindo-se nos restantes dias um conjunto de eventos que, neste momento, se configuram no seguinte programa:

Dia 25:

- Concurso de Pesca Embarcada de Alto Mar, em Embarcações de Recreio, organizado numa parceria entre o Clube Naval Setubalense e o Grupo Desportivo Os Amarelos, com o apoio da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva de Alto Mar (FPPDAM)
- Workshop de Pesca à Pluma, dinamizado pelo José Rodrigues, do site www.segredosdapluma.com (inscrições gratuitas).

Dia 26:

- Workshop de Jigging Vertical, dinamizado pelo Jigging Clube de Portugal, com componentes teóricas e práticas, em terra e no mar e com o apoio da loja Farol do Sado em Setúbal (inscrições gratuitas).
- Workshop de Pesca Embarcada de alto Mar, dirigido a cidadãos com necessidades especiais e dinamizado pela FPPDAM, através do seu projecto PARAPESCA, em parceria com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Setúbal, com o apoio da Casa Pita.
- Workshop de Pesca Grossa (Big Game Fishing), dinamizado pelo Big Game Clube de Portugal (inscrições gratuitas).

Dia 27:

- IV Open de Pesca em Kayak, dinamizado por um grupo de voluntários praticantes da modalidade, com o apoio da Comissão Organizadora dos Jogos do Sado e da FPPDAM.
- Campeonato Nacional de Pesca de Alto Mar em Embarcação Fundeada, 3.ª Divisão, organizado pela FPPDAM.

Outros eventos, a decorrer durante o período da feira:

Para além dos eventos já programados, serão mantidos pela Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos (ANPLED) e pelo Clube de Amadores de Pesca de Setúbal (CAPS), workshops de pesca apeada, abertos e gratuitos, dirigidos aos mais jovens que só terão de chegar e começar a aprender os segredos desta pesca nas vertentes de fundo, corrico, spinning e bóia.
A AQUAMASTER, escola náutica de Setúbal, irá também dinamizar baptismos de mergulho.

A maioria dos eventos vão realizar-se, ou serão finalizados, no recinto da feira.

Parceiros confirmados:

Federação Portuguesa de Pesca Desportiva de Alto Mar (FPPDAM)
Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos (ANPLED)
Jigging Clube de Portugal
Big Game Club de Portugal
CAPS – Clube de Amadores de Pesca de Setúbal – Workshops práticos
Clube Desportivo e Recreativo “Os Amarelos” – Organização de concursos
Clube Naval Setubalense – Organização de concursos



4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal
 Workshop de Pesca Lúdica e Desportiva Apeada, em Mar e Estuários.

A Associação Portuguesa de Pescadores Lúdicos e Desportivos (ANPLED), vai realizar a referida acção, dirigida a jovens iniciados, nas condições descritas no presente cartaz.

Portanto, aos jovens interessados e aos pais que queiram meter o "Bichinho" da pesca nos moços ou moças, têm aqui uma excelente e gratuita oportunidade.
Aproveitem!

Foto: 4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal - Workshop de Pesca Lúdica e Desportiva Apeada, em Mar e Estuários.

A Associação Portuguesa de Pescadores Lúdicos e Desportivos (ANPLED), vai realizar  a referida acção, dirigida a jovens iniciados, nas condições descritas no presente cartaz.

Portanto, aos jovens interessados e aos pais que queiram meter o "Bichinho" da pesca nos moços ou moças, têm aqui uma excelente e gratuita oportunidade.

Aproveitem! 
4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal - Workshop Para Pesca

A Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, com enquadramento no seu projecto Para Pesca e em parceria com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental e Lions Clube, ambos de Setúbal; vai realizar a acção de Pesca Embarcada nas condições que constam no presente cartaz.




4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal

 Baptismos de Mergulho a cargo dos nossos parceiros Casa Pita e Escola de Náutica e Mergulho AquaMaster.

Todas as manhãs, das 11.00 às 13.00; e, todas as tardes, das 16.00 às 18.00 horas, nos dias 25, 26 e 27 de Abril, no Parque Urbano de Albarquel, frente ao recinto da Feira.

Idade mínima 16 anos, sendo que com 16 e 17 anos terão de vir acompanhados de Encarregado de Educação devidamente identificado.

Com 18 anos e mais, basta aparecerem junto ao pavilhão da Naval e trazerem fato de banho e toalha.

Não se paga nada



Aproveitem que não é todos os dias







4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal




A Pesca Grossa... venha saber onde, em que condições, quais os materiais mínimos e os mais sofisticados para a prática desta pesca a grandes exemplares.


Inscrições gratuitas.



Para mais informação consulte o cartaz ou contacte por aqui


A Comissão Organizadora dos Jogos do Sado agradece ao Big Game Clube de Portugal o empenhamento e participação


Não percam mais esta oportunidade.







4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal 

Para os amantes da Pesca em Kayak, a 4.ª Edição deste Open que desde o início esteve presente na Feira de Setúbal, configurando-se já como tradição em alta do evento.



Fica o agradecimento aos Fóruns Kayak Fishing Portugal, Tribo Fishyak e Rui Miguel Carvalho, e ao grupo de amantes desta realidade portuguesa de pesca embarcada, encabeçado pelo Antonio Pardal que têm dinamizado e feito crescer esta prova.


 4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal -


 Workshop de Jigging Vertical, dinamizado pelo Jigging Clube de Portugal, a decorrer no dia 26 de Abril, com uma parte da manhã teórico prática - materiais e montagens - e uma parte da tarde com prática de mar.

Inscrições gratuitas

Um agradecimento ao Jigging Clube de Portugal, na qualidade de dinamizador e à loja Faroldosado Setubal pelo apoio com barco para a saída de mar.
Foto: 4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal - Workshop de Jigging Vertical, dinamizado pelo Jigging Clube de Portugal, a decorrer no dia 26 de Abril, com uma parte da manhã teórico prática - materiais e montagens - e uma parte da tarde com prática de mar.

Inscrições gratuitas

Um agradecimento ao Jigging Clube de Portugal, na qualidade de dinamizador e à loja Faroldosado Setubal pelo apoio com barco para a saída de mar.
4.ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal
Workshop de Pesca à Pluma, dinamizado pelo José Rodrigues - www.segredosdapluma.com - Dia 25 de Abril, com o programa que se pode ler no cartaz.

Inscrições gratuitas.

Um agradecimento ao José Rodrigues pela sua participação e interesse, desde a 1.ª edição do evento.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Parapente na praia das bicas 2011


Boas,
Embora nada tenha a ver com pesca, este vídeo tem belas imagens do mar e da paisagem da praia das bicas.
Fica aqui o meu agradecimento especial ao Rui Gato, por me ter proporcionado este belo momento no final do ano de 2011.
Assim fica aqui mais esta recordação enquanto o tempo não fica bom para ir ao mar.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Polvo


Boas,
Que falta que me faz ir ao mar, ele acalma-me e transmite-me serenidade, se pudesse estava lá todos os dias mas infelizmente não é possível, quer pelo seu estado de revolta dos últimos tempos, quer pelo lado monetário que não me permite ir lá mais vezes do que realmente pretendia. Tenho de estar sempre a vergar a mola para poder ter uns poucos melões disponíveis e ultimamente a coisa tem andado negra aqui para estes lados.

O mar não me costuma trair e está sempre a ensinar-me algo, vai me transmitindo cada vez mais confiança e é por isso que cada vez o respeito mais. A nossa relação não tem atritos nem discussões, às vezes ele revolta-se assim como eu.
Ele não se revolta comigo, nem eu com ele, é uma relação especial que só eu entendo e aceito aquilo que me transmite e por norma é bom conselheiro.
Penso que se todos estivessem um pouco mais perto do mar, as revoltas e as angustias seriam diferentes, seria como uma terapia que nos deixa com a alma cheia e com uma maior serenidade para encarar o dia a dia. Aqueles que como eu gostam do mar certamente entendem aquilo que aqui tento dizer.
Aqui por estes locais virtuais, li à pouco tempo algo que gostei e por isso deixo aqui o link e que penso que vale a pena ler.

A serenidade do mar 


O mar tem estado revoltado, os peixes devem andar com fome ou possivelmente já emigraram para outras paragens face a actual situação do nosso País.
O tempo não tem dado tréguas e a ansiedade de estar junto do mar aumenta cada vez mais.
No entanto durante um dos seus dias de calma, dias raros nos últimos tempos, lá consegui fazer uma escapadinha.
Foi mais uma pescaria combinada com o Gonçalo e o Ricardo Matzinger no dia 02-02-2014.
É por isso que gosto de ir pescar com amigos, embora também me faça falta umas pescas a solo, mas os amigos estão presentes quando é preciso e ajudam nas despesas, tornado mais viável as saídas de pesca, de outro modo seria impossível ir lá tão regularmente, foi o que aconteceu nesta ultima pescaria em que só fui por pedido dos amigos de forma a podermos fazer aquilo que tanto gostamos.

Uma pescaria ao choco da parte da manha aqui no rio Sado, a primeira deste ano de 2014, e um pouco de pesca ao fundo da parte da tarde, numa zona nova mais perto da barra pois as previsões no guru diziam que o mar iria subir e não quis arriscar ir lá fora.
Foi um dia fraco em termos de pesca, mas que bem que me soube poder estar ali a contemplar a Serra e o mar e pensar como me sinto privilegiado de poder ver estas paisagens da serra da Arrábida do lado do mar.
No entanto foi dia de um novo record para mim na pesca embarcada, com a captura de um polvo com cerca de 9 Kg. Não foi o maior que já apanhei pois quando fazia caça sub apanhei um exemplar maior com perto de 10 Kgs ali para os lados de Sesimbra, mas sei que já à cerca de 15 anos que não apanhava um exemplar deste tamanho.


Estávamos a pescar na cetomba perto da barra, ali na casa dos 50 metros de profundidade num fundo de lama e de limpos, perto deste local sei que costumam aparecer umas raias e uns besugos, mas neste dia não estavam para ai virados ou nem dei com eles.
Estivemos a manha inteira no rio Sado, aproveitando a deriva da vazante desde a rampa da mitrena até ao Outão sempre com os palhaços de molho mas chocos nem um apanhamos.
Depois já perto do Outão vi que estavam muitos barcos ali na entrada da barra, também eles estavam ao choco mas capturas não vi nenhumas por onde passei e no tempo que ainda estive por ali.
Por volta do meio dia resolvemos ir tentar pescar um pouco ao fundo ali em novo local e ver o que poderia acontecer.
Como isca só tinha sardinha, não foi possível arranjar caranguejo e por esse motivo e face às condiçoes de mar a subir para a parte da tarde conforme referi anteriormente que resolvemos ficar por ali e não ir mais para fora e para sul.
Tenho perfeita noção que só capturei este polvo por estar a pescar num fundo misto de lama e areia porque se este bicho tivesse cravado ao anzol nos locais onde costumo pescar nunca o teria trazido para cima, pois o fundo tem entralhados de rocha e se ele se agarra-se a uma rocha nada o fazia levantar dali para fora.
Após a ferragem senti um peso enorme e nada de luta.
Sei que em relação ao material  com que pesco, cana e carreto, estaria à vontade, mas o peso era monstruoso e não sabia o que tinha apanhado a cerca de 6 metros da superfície pensava que fosse um pano velho que me tinha deixado de rastos, nunca deu esticões e era um peso morto, mas nunca pensei que fosse um polvo, o que só vim a verificar já quase à tona de agua tal era o tamanho do bicho.
O Polvo que apanhei à cerca de 15 anos quando fazia caça submarina era uma fêmea cheia de ovas maior que este em termos de tamanho. Este tinha uma cabeça maior e uns tentáculos  mais pequenos mas muito mais grossos que o meu antigo record da caça sub.
Na foto acima e na próxima não sei se dá para entender mas o bicho esta a abraçar um balde de 30 litros e tapa-o por completo.


Deste dia apenas apanhei mais um carapau e um charroco, o Ricardo um polvo com 4 Kg e o Gonçalo um charroco.
Depois à vinda para casa ainda parei um pouco perto dos cabeços de Tróia, já no lado de dentro do rio Sado e ainda apanhei um choco.
Espero que o tempo melhore rapidamente e que possa ir brevemente ao mar, pois conforme referi no ultimo post quero ir testar o local onde pesco habitualmente só para ver se nesta altura do ano e como tem sido habitual  nos anos anteriores já nada anda por lá.
Não sei se sou burro ou teimoso, mas se confirmar que mais uma vez aquele local não funciona nesta altura do ano é mais uma certeza que tenho, é isso que preciso de confirmar, embora gostasse de me enganar e fazer uma grande pescaria.
É disto que a pesca tem de bom incertezas ou poucas certezas, ir lá e ver com os meus olhos, tirar ilações e anotações, evoluir ou estagnar, a ver vamos.
Para finalizar um curto vídeo desta ultima pescaria.

Abraços e até à próxima.




domingo, 9 de fevereiro de 2014

Época das Douradas - Parte 2


Boas,
Continuando então o post anterior vou deixar o relato das duas ultimas pescarias de 7 e 21 de Dezembro do ano passado, na tentativa de apanhar umas douradas.
Após a pescaria de Outubro e face à falta de tempo para pescar em Novembro, lá estive a rever algumas matérias para tentar minimizar as variáveis.
Uma das matérias revistas foi em relação às iscas, nomeadamente o caranguejo isco que supostamente as douradas tanto apreciam.
Nos anos anteriores as capturas de douradas na sua maioria foram efectuadas com sardinha, embora tenha também utilizado caranguejo, mas foi a sardinha a rainha das capturas e a lula a isca que me deu a captura do maior exemplar desta espécie até hoje. No entanto a lula é isca que não tenho utilizado nos últimos tempos, talvez devido ao seu valor elevado.
Já a sardinha às vezes arranjo alguma com alguns pescadores aqui da doca de Setúbal e tenho conseguido fresca em pouca quantidade mas a um preço atractivo.
Outra isca utilizada é a cavala fresca e recordo-me do meu amigo Mario Baptista, numa das visitas aos meus quintais apanhar uma dourada com cavala que tinha mais de 4Kg. 
Já nestas duas ultimas pescarias que aqui vou relatar, passou da rainha sardinha a rei caranguejo e talvez pela insistência em relação à forma como se coloca esta isca no anzol.
Assim, resolvi rever alguns blogs que acompanho na tentativa de perceber qual a melhor forma de iscar o caranguejo e após rever varias opiniões, fiquei a pensar que teria de testar os réis de toda a forma possível a fim poder tirar as minhas ilações.
Com casca, sem casca, partido ao meio ou inteiro, vivo, com patas, sem patas, intercalado com a rainha no anzol de baixo ou os réis em ambos os anzóis, enfim uma variedade tremenda de forma a poder alimentar quem lá andasse em baixo da melhor forma possível, não fossem elas ter o nome de douradas de tão finas que são na sua alimentação chegando a comer de faca e garfo sem se sentir nada.



  




Como devem calcular todas estas tentativas têm o objectivo de tentar reduzir as variáveis e chegar a uma conclusão. 
Embora estas três pescarias sejam pouco para chegar a uma conclusão definitiva certo é que serviu para ver que durante as três pescarias a maioria dos toques bem como capturas, foram com os ditos réis partidos ao meio com as ultimas patas e sem casca, duas ou três metades.
Deixo umas fotos para terem uma ideia enfiando o anzol por um dos orifícios das patas maiores partidas e saindo o anzol pelo lado partido do caranguejo.


Não quero entretanto me esquecer da rainha que esteve sempre presente, a sardinha continua a ser a isca mais usada pelo menos até fazer o pesqueiro e também a cavala fresca.
Penso que só com o tempo e a experiência adquirida é que poderei comparar e tentar compreender melhor outras variáveis que aqui não refiro, e que certamente são importantes , mas prefiro não opinar em relação a elas, escrevo aqui as minhas experiências de pesca e vou fazendo comparações. O facto de gravar a minha acção de pesca permite-me depois comparar em casa o que aconteceu e como aconteceu o que é certamente uma grande ajuda a comparar algumas variáveis que aqui refiro em relação à minha pesca.

Vou então falar um pouco em relação a outras variaveis .
Outra das variáveis que tenho a vindo comparar foi em relação às marés. 
As capturas destas ultimas pescarias ocorreram todas após a primeira hora da enchente e assim confirma o que tem sido uma constante ao longo destes anos de pesca, fiz sempre melhores pescarias com a enchente do que com a vazante. Sendo também verdade que durante o estofo das marés a captura de polvos ocorreu com maior frequência. Mas isso é algo que também verificava na caça submarina e algo que é partilhado pela maioria dos pescadores.

Em relação à aguagem é difícil para mim dizer algo, sinto que uma aguagem moderada me tem trazido maior sucesso nas pescarias do que uma aguagem forte ou sem aguagem mas é matéria para aprender. 

Outra das alterações que efectuei foi em relação ao tamanho dos estralhos. Os estralhos mais compridos com cerca de metro e meio deram-me também mais capturas em comparação com os estralhos mais curtos e isto certamente se deve à apresentação mais natural das iscas tendo como comparação a captura de pelo menos um pargo em cada pescaria efectuada e uma bela bica da pescaria anterior sempre nos estralhos mais compridos, bem como em pescarias anteriores..

Outra variável que ao longo destes quatro anos de pesca embarcada consegui entender é que os pontos de pesca variam consoante a época do ano, pois tenho garantias de determinados pontos que só dão em determinadas alturas do ano e para comprovar isso na próxima pescaria que tiver bom tempo irei ao mesmo local  e depois deixo aqui o resultado. Até gostava de me enganar e apanhar umas douradas mas fica aqui registado para a próxima pescaria.

A pescaria do foto abaixo foi a de dia 7 de Dezembro. Mais uma que também fui mais tarde e achei engraçado porque um vizinho meu que também faz pesca embarcada me perguntou se iria pescar aquela hora, eram cerca das 10 da manha e estava ainda a preparar as coisas para sair de casa com a embarcação.
É outra das variáveis que penso não ter muito sentido e mais uma vez aqui tenho de dar a mão à palmatoria nas ultimas pescarias fui sempre mais tarde e não é por ir mais tarde que os resultados não tem aparecido pelo que a variável madrugada da pesca cai por cano abaixo.
Neste dia senti que a coisa podia ter sido um dia daqueles memoravel, ao final da tarde por volta das quatro horas o caranguejo desaparecia como nunca antes me tinha acontecido, os toques grandes eram uma constante, assim que as iscas batiam no fundo.
Subi e desci iscadas constantemente e eles não me davam tréguas, sinceramente começaram a aparecer os besugos, as douradas e até um pargo pequeno, mas o pôr do sol nestes dias de fim de ano aparece mais cedo e os dias são mais curtos e infelizmente neste dia não tinha as luzes operacionais o que me levou  a rumar a porto seguro mais cedo, não podendo pescar quando aquilo estava a  ferver já à algum tempo que não sentia aquela actividade fora do normal um autentico frenesim de peixe.
A Geleira ficou mais composta  de besugos e mais umas douradas e um parguinho mas já não os fotografei pois já não havia luz.
É assim a pesca, outros dias virão e também já tenho a situação das luzes quase tratada, só falta montar pois precisei de substituir os cabos eléctricos das mesmas.
Assim, resumindo estas variáveis, é preferível pescar a qualquer hora do que só madrugar para ir a pesca e de preferência apanhando a maré a encher já em acção de pesca.

 


Depois o dia 21, com o Ricardo Matzinger e o Gonçalo, um dia que resolvi serem eles os dois a sondar e fundear.
O Gonçalo tinha acabado de tirar a carta de patrão local e é mais um encartado. Alem disso também tinha acabado de ir ao workshop do Ernesto Lima, "Procurar pesqueiros, sondar e fundear" e assim achei por bem que pudesse pôr em pratica aquilo que ainda estava fresco na sua mente e certamente cheio de vontade para tal.
Sondaram e fundearam, mas tivemos de levantar o ferro e fundear novamente pois não foi facil para o Gonçalo se habituar à sonda e ao gps assim numa primeira tentativa. A deriva estava quase certa mas o ferro foi largado com muita antecedência e ficamos um pouco afastado daquele que foi o ponto com mais actividade após alguma sondagem do local. Mas a coisa até correu bem como primeira vez.
Como devem calcular já me habituei ao meu equipamento electrónico e imagino que o mais difícil é o gps pois é um aparelho portátil com um ecrã pequeno e para quem não está habituado a tarefa fica mais complicada. No entanto dei o meu apoio nas manobras de fundeio.
Assim outra das variáveis que é importante é a manobra de fundeio, mais vale subir ferro e rectificar a posição de fundeio caso a mesma não corra como desejado, do que nos deixar-mos estar e ver o que vai dar perde-se mais tempo mas ganha-se depois em acção de pesca.
E embora esta pescaria tenha sido mais fraca, ainda apanhamos umas douradas sendo que o Ricardo Matzinger foi o homem do dia com o melhor exemplar capturado, uma dourada com quase 2 kg.


 

Em resumo geral e analisando as minhas pescarias desde o inicio da pesca embarcada, só me posso dar por contente, tenho um longo caminho a percorrer de forma a ir reduzindo outras tantas variáveis.
Muito li e muito tentei pôr em pratica muito conversei com outros pescadores que foram surgindo ao longo destes poucos anos de pesca embarcada e garantidamente que toda a informação que li em varias revistas e tudo o que vi  em outros blogs, contribuiu certamente para esta evolução e foi para mim uma mais valia, pelo que deixo aqui um agradecimento especial a todos aqueles que partilham a informação de forma clara e sem rodeios. Sei pessoalmente que não é fácil ter tempo e dedicação para cada espaço.
Uma certeza tenho, se não for lá, certamente que as duvidas se mantém e as variáveis voltam a aumentar pois a pratica é fundamental para poder evoluir e tentar reduzir algumas variáveis.
A teoria é fundamental mas a prática é que nos tira as duvidas e nos faz melhorar.

O tempo tem estado péssimo para pescar, sei que não tenho medo do mar, adoro o mar, tenho sim um enorme respeito, acho que todos devemos respeitar cada vez mais este bem tão precioso, os acidentes acontecem e cada dia oiço mais relatos de acidentes na pesca. Na minha opinião tudo depende na maioria do bom senso de cada um.
Ainda esta semana li no jornal  que se afundou um bote de madeira  na zona da barra e que as duas pessoas a bordo na casa dos sessenta e poucos anos, foram arrastados pelas correntes. Tinham coletes de salvação e foram salvos pela policia marítima já com sinais de hipotermia e transportados para o hospital de são bernardo.


Passando a outro tema importante e que certamente carece de discussão. A nova portaria da pesca ludica.
https://dre.pt/pdf1sdip/2014/01/01600/0047400479.pdf

Ainda à quem diga que o mar é de todos, não sei se será bem assim.
Está cheio de regras e leis sem sentido que nos revoltam e nos fazem pensar que o mar anda como o nosso País. Se se trata de pesca lúdica porque pagamos por ela de todas as formas e pouco participamos na elaboração das leis que regem a mesma. É caso para dizer, assim como o mar também eu tenho os meus dias de revolta. Haja paciência e um bocadinho de estupidez natural como dizia o outro.

No dia 2 Fevereiro lá deu uma aberta no tempo e lá fui eu novamente para o meu escape, desta vez  da  parte da manha para o choco e da parte da tarde para a pesca ao fundo, em outro local mais perto da barra na casa dos 50 metros de profundidade  tendo batido um novo record pessoal na pesca embarcada, mas isso fica para o próximo relato.

Para finalizar fica aqui o único vídeo que fiz da  pescaria do dia 21, tenho filmado pouco a maioria das vezes estou "concentradissimo socio" na ponteira da cana e esqueço-me de carregar no botão é mais uma variavel que me falha como muitas outras.
Até a próxima.









quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Época das Douradas - Parte 1



Boas,
Nesta época de final de ano cresce a vontade de ir ao mar em busca das nossas amigas Douradas.
Eu pessoalmente tento sempre dar com elas quando ainda andam dispersas a partir do mês de Outubro.
Desde 2011 que tenho escolhido sempre o mesmo local nesta altura do ano pois sei que tenho tido alguma regularidade de capturas desta tão desejada espécie.
Como comparação, também já tentei este local em outras alturas do ano mas nada de especial em termos de pescarias.
Uma vez que a minha embarcação é classe 5, as alternativas não são muitas, pelo que me tenho mantido aqui no meu quintal e a coisa não tem corrido mal.
Aqui nos mares de Setúbal a zona mais conhecida para a captura das Douradas na sua época é a Vereda, mas nem chego lá perto face aos limites da classe da minha embarcação.
Também oiço relatos de pescadores que fazem boas pescarias em outros locais mas também já fora dos limites da classe 5.
Pensando bem não me posso queixar, nas ultimas saídas apanhei bons exemplares por isso só me resta agora bater mais os mesmos locais ou então mudar de poiso e ir para o lado da Serra da Arrábida a caminho de Sesimbra. É uma zona de pesca que não conheço, nunca pesquei lá, mas faz sentido que agora com a zona da reserva por ali possivelmente exista mais concentração de peixe naquela zona ou então está mais encostado à costa e ficando na zona de reserva não se pode lá ir pescar. É tudo uma questão de testar alguns locais novos, só assim poderei saber. 
O meu quintal, como lhe chamo é exactamente o mapa mostrado na foto abaixo onde se podem ver as batimetricas, as quais assinalei com as setas azuis. Têm cerca de milha e meia de distancia entre elas e os declives nessa milha e meia são praticamente inexistentes. Isso faz com que não existam grandes pontões ou cetombas. Os números em cima das setas é a profundidade em metros ao longo dessa linha.
Nesta zona que apresento na carta existe um pontão mais acentuado no local onde se encontra a estrela vermelha que é um pouco abaixo daquela rocha maior que é a conhecida rocha do São Luís.



Assim vou falar um pouco dos "quês" da pesca em relação às minhas ultimas pescarias.
Todos sabemos que a pesca tem as suas infindáveis variáveis, desde o vento, as marés, as correntes, a aguagem, os fundos, as iscas, as montagens, as chumbadas. Enfim, um sem numero de variáveis que certamente com o tempo e experiência adquirida podemos certamente reduzir algumas, de forma a tornar a pesca mais simples e estar mais atento a certos pormenores que poderiam escapar por ter de pensar em tanta coisa ao mesmo tempo.
A sorte ou a estrelinha como muitos chamam também é importante e também pode ser uma variável.
A verdade é que tive algum tempo parado e como em tudo na vida, só posso fazer melhor se praticar mais e assim adquirir mais conhecimentos.
Assim, neste post e no seguinte das duas pescarias de Dezembro vou tentar comparar o que fiz e como fiz de forma a tirar ilações para minimizar as variáveis..
Começando pelo material, mantenho o mesmo que tinha, nos fios as madres gorilla 0,40 com cerca de 2 braças e estralhos, 0,42  com cerca de 60 cms fluorcarbono Revolution da Cormoura, apenas baixei um pouco o tamanho dos anzóis passei de 6/0 para 3/0 e 4/0, de resto tudo igual, umas montagens com anzol mais pequeno em cima 3/0 e outras com o estralho de baixo com cerca de 1,5 m em vez dos 0,70 cms.
Duas Pescarias efectuadas com o Gonçalo e uma com o Gonçalo e o Ricardo Matzinger, nos meses de Outubro e Dezembro.


Na 1ª pescaria com o Gonçalo e cheios de vontade de ir dar com elas a coisa não começou nada bem, foi no dia 26 de Outubro de 2013.
Chegado à rampa com a embarcação vai de tirar a lona de cima da embarcação e quando vou ao trim para baixar o motor nada, nem deu sinal de vida. Upssss....o que será que aconteceu....
Tiro a lona, vou à ignição e a chave tinha ficado lá esquecida e ainda por cima na posição on que gastou a bateria pelo led de ignição.
Onde tinha a cabeça na ultima vez que lavei o barco? O motor possivelmente foi abaixo durante a lavagem e não me lembrei de ir retirar a chave da ignição, pois gora não vale a pena as lamentações.
Vai de colocar a carrinha ao pé da bateria, estender cabos e esperar um pouco a ver se carrega.
Passado uns 2 minutos já tinha trim mas ignição nem pensar, não dava sinal de vida, estava morta.
Feito este cenário, digo ao Gonçalo que vamos dar a pescaria sem efeito. Já eram 10:00 da manha e não iria arriscar ir sem bateria. Ainda pensei, bem é desta que eu experimento ligar o motor com a cordão para ver como é caso aconteça um dia estando lá fora e fique sem bateria, mas não, achei melhor ficar quieto e senti-me derrotado por um esquecimento que me descarregou por completo a bateria.
Voltei para dentro da carrinha e nisto vejo um folheto que me tinham colocado na viatura de uma loja nova de baterias aqui em Setúbal, pensei para comigo isto à coisas do arco da velha.
Lá liguei para a loja para saber se tinham aquele tipo de baterias, mas estava tão perto que certamente seria mais rápido ir lá directamente com a embarcação e via logo o diagnostico da minha bateria.
Chego ao local e após medições a bateria estava mesmo morta e não havia grande volta a dar, só comprando uma bateria nova, pois é uma bateria estanque e não dá para recarregar.
O Gonçalo tanto insistiu a dizer que me pagava a bateria que pensei " bem rachamos a meias que já me dás uma grande ajuda". E assim foi, bateria montada e lá vamos nós para a rampa novamente.
Estava um belo dia de sol, vento fraco, a maré ia encher por volta das 13:00.
Após a viagem até ao local de pesca resolvi fazer algo que já não fazia à algum tempo,eram 12:30 e resolvi agarrar-me a uma bóia dos covos que estava relativamente perto de um ponto marcado em 2011 onde apanhamos 10 Douradas.
Deste modo em vez de sondar e fundear, uma vez que o tempo útil de pesca já não seria muito, agarrei-me à bóia e assim aproveitávamos mais o pouco tempo de pesca ficando a sorte do local ao acaso sem sondagem e fundeio.
E assim começou a pescaria com muita sardinha ao inicio para dar de comer a quem lá andasse e quisesse comer qualquer coisa.
As aguagens eram fortes devido ao inicio da enchente possivelmente e tive de mudar a chumbada para uma de 180 gr e posteriormente 220 gr.
O mar estava com um pouco de ondulação o que dificultou sentir os toques mais discretos.
Depois acalmou um pouco a ondulação e já se começou a ter melhores condições para pescar.
Inicialmente as cavalas apareceram e o peixe miúdo a ratar as iscadas de sardinha.
Depois vai de carregar nas iscadas com 2 a 3 postas de sardinha, guardando o caranguejo para mais tarde.
Posteriormente apareceram então os toques maiores, mudança de iscas para caranguejo, que foi o isco de eleição das últimas três pescarias, batendo a rainha sardinha no que refere à escolha das espécies capturadas,
As cavalas grandes e gordas andavam por lá em abundância e com o caranguejo como isca não iam lá tanto.
E lá demos com elas quatro douradas, uma bica, um pargo e algumas cavalas grandes e gordas com mais de quilo certamente isto em menos de quatro horas de pesca.
Neste dia usei o caranguejo partido ao meio e com casca, iscadas de 2 a 3 metades de caranguejo no anzol de cima 3/0 e 3 a 4 metades no anzol 4/0 intercalando com sardinha ora em cima ora em baixo.
A primeira captura foi no Anzol de cima com caranguejo saindo esta.


Também com caranguejo esta Bica e um pargo, mas já no anzol de baixo e com o estralho de metro e meio.
Peixes que já não apanhava há mais de um ano.


O Gonçalo também com caranguejo mas inteiro apanhou esta.


E também com caranguejo estas duas mais pequenas.


É pena os dias curtos nesta altura do ano com o por do sol mais cedo tivemos de rumar a casa mas sempre pensando nos Quês.
Se tivesse sondado como seria ? E fundeado ? Se tivesse ido mais cedo ?
O sim ou não, a certeza ou incerteza que sempre vai existir. Ao longo do tempo e com a experiência adquirida talvez possa responder melhor a estas variáveis e compreendê-las cada vez melhor.
Sinceramente o mais importante é lá ir e voltar. Quanto ao resto, venha peixe ou não é um extra que quando vem, sabe sempre melhor e completa o dia de pesca certamente com mais satisfação.


A minha pescaria no final já em casa, que bem que me soube este dia, pouco tempo de pesca  mas tempo de qualidade nas capturas coisa que sabe sempre bem.



No próximo post irei então fazer algumas comparações com as pescarias de Dezembro e um vídeo. 
Foi pena não ter usado a camera nesta pescaria, mas quem sabe se não usando a camera eles não picam mais e reduzimos assim já uma variável :).
Até a próxima.