quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ano Novo. Visual Novo.


Boas,
O tempo está mau para a pesca, pelo que tenho tido mais tempo para me dedicar aqui ao Blog e ler mais umas coisinhas.
Então resolvi fazer uma alteração ao visual, não ao meu, mas foi como, dar um pouco mais de vida a este blog.
O fundo estava muito escuro, ficando assim, mais agradável à vista e à vida que existe lá debaixo, deste elemento que tanto me atrai, o mar.
Irei alternar entre os 3 ambientes que vêm na foto acima.
Aproveito para agradecer aos seguidores e aos restantes leitores, bem como, aqueles que seguem o Pesca Aqui, nos seus Blogs. A todos vós, obrigado, pois é devido a vós, que a motivação vai crescendo, para melhorar as coisas por aqui.
Aliás, no total de 2700 visualizações que tenho no blog,desde Setembro, só cerca de 1000, estão no contador.
O porque? O mesmo, só começa a contar no momento em que o instalamos. Mas no entanto, essas 1000, foram no ultimo mês, o que superou em muito as minhas expectativas, isto porque controlo as visualizações cá de casa, não sendo assim contabilizadas no contador.
O mau tempo, também me permitiu fazer um vídeo, com todas as fotografias e mais algumas, que passei até agora aqui no blog.
Neste caso é só edição de vídeo com fotos, mas futuramente, irei ter pequenos vídeos e alguns dizeres.
Para o efeito, irei criar na barra de cima, um movo marcador, os Vídeos.
A partir de agora, já me posso dedicar à edição de vídeo. Coisa que ainda não tinha feito até aqui, mas que me deixa desde já, muitas ideias daquilo que poderei fazer, sendo que um software razoável, é meio caminho andado, para ter a papinha feita.
Até ao final do ano, espero poder fazer outra edição, com algumas imagens e vídeos que tenho aqui.
O vídeo que se segue, foi uma coisa simples de editar,coisa que se faz certamente em menos de uma hora mas para mim a primeira vez demorei um pouco mais. Mas também, muito tenho para explorar e aprender nesta matéria.
Quanto à pesca, ui, ai então nem se fala, só a vontade que tenho em ir pescar.
No sábado passado, deliciei-me com a comida e com a conversa da pesca que se fez sentir no almoço de Natal do Porto de Abrigo. Almoço, que terminou às sete da noite.
Para mim, foi uma tarde muito agradável, falando de algo que me sinto viciado, com os comandantes daquele Porto e outros colegas do fórum.
O restaurante não podia ser outro, é o Porto de Abrigo aqui em Setúbal, para não fugir aos bons costumes do nome.
Aquilo foi pescar de todas as maneiras e feitos, sendo que o peixinho nunca faltou, quer virtualmente na minha cabeça, quer fisicamente na minha barriga.
O que faltou foi umas fotos, mas a conversa e a paparoca estavam tão boas, que ninguém se lembrou de tal.
Quanto à pesca, só mesmo assim, lá indo. Talvez assim, possa aprender algo mais, para vos poder transmitir.
A teoria aprendida nesse almoço foi muita. Agora só resta praticar.
Se a pesca fosse tão simples como, arrastar, copiar, colar, editar ou clicar com o rato aqui ou ali, como fazemos aqui, neste mundo virtual. Mas não é. Ai as variáveis, são tantas.
Espero que o 2011, me traga tantas ou mais alegrias, como me trouxe o 2010, isto em termos de pesca e todos os momentos envolventes.
Quanto ao resto, à vida em si, só desejo ter saúde, e que as alegrias, cheguem para poder esquecer as tristezas, porque a vida nem sempre é um mar de rosas.
É mais como o tempo e o mar, umas vezes bom, outras vezes nem por isso e outras ainda mau, sendo nessas alturas, em que as coisa estão más, como o tempo e o mar estão agora, que devemos aproveitar e reflectir, tentando pensar por exemplo, que somos livres.
Livres de poder pescar, não como queríamos certamente, mas como podemos, ao contrario de muita boa gente, que vive neste mundo tão desigual.
Bem vejo na televisão, que cada vez vejo menos e das poucas vezes que a vejo, sinceramente prefiro ser ignorante e não saber o dia à dia de muita gente à nossa volta. As desgraças acontecem, a fome continua a existir, bem como a desigualdade, a opressão, a guerra e algumas ditaduras. O lobby, esse continua em grande e tanta coisa havia a dizer.
Mas vamos mudar de assunto, penso que a frase que se segue, que não é de minha autoria, mas foi a que me lembrei, dentro do tema deste blog, está enquadrada no que queria transmitir.

Não lhe dês peixe.
Da-lhe uma cana e ensina-o a pescar.

Ensinar e aprender, é parte fundamental da vida e da igualdade.
O tema, da desigualdade, daria certamente para escrever uma pagina completa aqui no blog, mas não é esse o seu fim.
Passando então a coisas menos sérias, vamos ao vídeo da pesca, o primeiro do Pesca Aqui.
Como em tudo o resto, espero que muitos mais possa fazer, é sinal que ainda cá estou.
O som que escolhi, AC/DC, além de ser um clássico, foi o que mais se enquadrou, quer na letra, quer no ritmo. Além de me trazer recordações do passado musical do Rock-and-Roll...O que me fez mexer aqui nos mp3 mais antigos e ir ainda mais ao passado, relembrando Pink-Floyd e Led-Zeppelin... Belos tempos.
As coisas que a pesca faz recordar....
Espero que gostem.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Boas Festas



Boas,
Desejo a todos um Feliz Natal, cheio de saúde e felicidade, na companhia daqueles que mais gostam.
A minha prenda, neste ultimo mês, consegui ultrapassar as mil visualizações aqui do Blog.
Espero que muitas mais existam. Obrigado a todos.








quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Especies Capturadas

Alcorraz- Sargo Alcorraz
Nome Cientifico: Diplodus annularis


O sargo-alcorraz é uma espécie típica do litoral, principalmente de pradarias de plantas marinhas. Tem o corpo acinzentado com ventre prateado, apresentando uma banda vertical negra sobre o pedúnculo caudal e cinco bandas verticais no dorso. É uma espécie típica do litoral, principalmente de pradarias de plantas marinhas Os juvenis vivem em grupos, ao contrário dos adultos que são observados aos pares. Da sua alimentação fazem parte crustáceos, moluscos, equinodermes e hidrozoários, que vivem sobre o fundo. Esta espécie é hermafrodita, pois alguns indivíduos machos podem transformar-se em fêmeas.

Besugo
Nome Científico: Pagellus acarne 

O besugo tem o corpo fusiforme e ligeiramente comprimido quando comparado com outros peixes da família. É uma espécie litoral, observada em vários tipos de fundo, especialmente de algas e areia. Este peixe é hermafrodita, pois a maioria quando nasce tem sexo feminino. Transformam-se em machos numa fase posterior da sua vida.

 Bica
Nome Cientifico: Pagellus Erythrinus

A bica tem o corpo rosa-prateado com uma banda de vermelho-vivo no opérculo e outra no dorso, junto ao pedúnculo caudal. A barbatana caudal também apresenta os bordos vermelhos.
Habita tanto em substratos rochosos como arenosos, ocorrendo geralmente perto do fundo.


Carapau
Nome Científico: Trachurus Trachurus

Os carapaus têm o corpo fusiforme, bastante musculado e com barbatanas fortes, que lhes permitem nadar rápida e constantemente. Os adultos formam cardumes, que passam o Inverno afastados da costa e só se aproximam na Primavera e Verão, para desovarem. Estes cardumes refugiam-se junto ao fundo durante o dia e alimentam-se à noite, próximo da superfície. Os juvenis, conhecidos como "jaquinzinhos", abrigam-se entre os tentáculos de medusas, onde também obtêm restos das suas presas. Pescá-los é evitar que cresçam e se reproduzam pelo menos uma vez na vida, o que ameaça o futuro da espécie.

Cavala / Sarda
Nome Científico: Scomber scombrus Linnaeus

As cavalas, tal como os atuns, nadam rápida e constantemente e são conhecidas por migrações de longo curso. A sua forma fusiforme, altamente musculada e as barbatanas rígidas (que agem como quilhas) são características que lhe permitem este estilo de vida. É um peixe de cardume, que passa os dias junto ao fundo, para evitar predadores. Durante a noite aproxima-se da superfície para se alimentar. Esta espécie é usada na China para fins medicinais.

 Charroco
Nome Científico: Halobatrachus didactylus

O charroco é um peixe solitário que vive no fundo, dissimulado entre pedras, lodo e areia. Aqui, permanece imóvel e alerta, à espera das suas presas - crustáceos, moluscos e pequenos peixes - que captura com um ataque fulminante. As fêmeas depositam os ovos no fundo, para serem guardados pelos machos até à eclosão.

Choco
Nome Científico: Sepia officinalis
O choco permanece enterrado em fundos de areia. Apesar do seu aspecto inofensivo, é um predador astuto e eficiente. Graças à capacidade de mudar de côr, aproxima-se das suas presas (moluscos, crustáceos e peixes) sorrateiro e imperceptível.
Depois, captura-as com dois tentáculos modificados para este efeito e que se projectam rapidamente como a língua de um sapo. O seu bico forte corta a presa, ao mesmo tempo que lhe é injectada uma toxina paralizante. Durante a época reprodutiva, os machos cobrem-se de um vistoso padrão zebrado e modificam um dos tentáculos para introduzir o esperma no interior da fêmea. Esta fixa os cachos de ovos pretos a algas.

Choupa
Nome Científico: Spondyliosoma cantharus

A choupa é uma espécie hermafrodita, em que as fêmeas se podem transformar em machos. As fêmeas depositam os ovos no fundo e cabe-lhes a tarefa de os proteger e manter oxigenados até à eclosão. Os juvenis são solitários e refugiam-se em estuários, entre pradarias de erva-marinha. Os adultos, solitários ou em cardume, nadam em águas mais expostas, mas sempre nas imediações de rochas ou pradarias de erva-marinha, até aos 50 m.

Dourada
Nome Científico: Sparus aurata

A dourada deve o seu nome à banda de cor dourada que apresenta na cabeça, que une os olhos. É um peixe que não se afasta do litoral e raramente ultrapassa os 30 m de profundidade. Aqui entre as rochas e pradarias de erva marinha, encontra o seu alimento preferido - mexilhões. Trata-se de uma espécie hermafrodita em que os machos se podem converter em fêmeas. Deste modo, conseguem equilibrar o número de indivíduos de cada sexo, o que contribui para o sucesso reprodutivo da espécie. Uma dourada pode crescer até 70 cm e pesar 17 kg.

Ganoupa ou Garoupa,
esta espero que alguem me arranje informação, não sei se é garoupa ou ganoupa como ja ouvi muitos chamarem?


Judia
Nome Cientifico: Coris julis

A judia vive perto da costa, sobre fundos rochosos e junto a pradarias de plantas marinhas. Tal como outros peixes da sua família, é hermafrodita pois as fêmeas mais velhas podem inverter de sexo e transformam-se em machos secundários. Assim, indivíduos da mesma espécie podem apresentar padrões de coloração distintos. Os juvenis comportam-se como bodiões limpadores, o que lhes garante maior sobrevivência enquanto são pequenos. No estado adulto, quando se sente ameaçado, este peixe enterra-se na areia.

Pargo
Nome científico: Pagrus pagrus

O pargo é um peixe ósseo, que pertence à família dos esparídeos. Desta família fazem também parte outras espécies bem conhecidas e de apreciável valor comercial, como o sargo, o besugo, a safia, o goraz ou a dourada. São portanto espécies aparentadas, ou seja, que partilham muitas características comuns, como a forma do corpo, o número de espinhos e raios moles das barbatanas ou a sua capacidade para mudar de sexo ao longo da vida. Prefere os fundos de pedra, vive normalmente desde a costa até aso 250 metros de profundidade. Muitas vezes quando capturados ficam com o corpo malhado. Atingem os 8/10 kg e os 60 centímetros de comprimento. Peixe de fundo alimenta~se de crustáceos e moluscos.
 Peixe Agulha 
Nome Cientifico: Belone belone




















O peixe agulha, é uma espécie predominantemente costeira, vulgarmente encontrado em toda a costa portuguesa, em particular nos meses mais quentes do ano.
Pode formar pequenos cardumes, embora seja mais comum observarem-se dois ou três indivíduos próximos e em constante movimento.
O seu nome deriva do aspecto alongado do corpo, incluindo os maxilares, sendo o superior maior que o inferior e munidos com numerosos dentes afiados.
Possui escamas pequenas que facilmente se soltam quando lhe tocamos. A cor do dorso é esverdeada e o ventre branco prateado. São predadores muito activos, alimentando-se fundamentalmente de pequenos peixes que caçam em golpes de grande velocidade.
Quando presos no anzol, lutam com vigor e executam saltos fora de água, impressionantes para o tamanho que possuem.


 Peixe Porco
Nome Científico: Pseudobalistes fuscus Bloch

Peixe porco é o nome comum desta curiosa espécie de peixe, a que muitos pescadores ainda chamam,  pampo.  De hábitos diurnos, tem um corpo comprimido e em feitio de diamante,  com escamas placóides ásperas e consegue rodar cada um dos olhos independentemente. Com um mecanismo de bloqueio da primeira espinha dorsal e uma boca forte com oito dentes grandes e muito afiados em cada maxilar, são muito agressivos, exigindo do pescador algum cuidado no seu manuseamento. Conhecidos são os roncos que emite, donde se presume derive o seu nome vulgar.
São essencialmente carnívoros e alimentam-se de invertebrados, crustáceos e moluscos, conseguem partir as cascas duras dos ouriços e estrelas do mar com os dentes fortes.

Polvo
Nome Científico: Octopus vulgaris


O polvo, vivem nos fundos rochosos, sendo activo principalmente durante a noite, quando saem das suas tocas para se alimentar. Apresentam o corpo com aspecto verrugoso com braços compridos, sendo os laterais maiores que os ventrais. Possuem ventosas dispostas em filas nos bordos inferiores dos braços. Os machos são em geral maiores que as fêmeas, podendo atingir 1 metro de comprimento e peso de 8 Kg. O terceiro tentáculo nos machos está modificado, servindo como órgão copula-tório. A coloração varia de acordo com as características do meio. Quando assustados adoptam uma coloração esbranquiçada

Nome: Raia
Nome Científico: Raja clavata

A raia povoa águas costeiras de quase toda a Europa, desde a linha de costa até cerca de 300 metros de profundidade. O padrão de manchas e espinhos que lhe cobrem o dorso permitem-lhe viver perfeitamente dissimulada sobre os fundos de areia e rocha que habita. Reproduz-se entre os meses de Inverno e Primavera e, todos os anos, cada fêmea põe cerca de 150 ovos, protegidos por uma forte cápsula. Ao fim de 5 meses, nascem as pequenas raias, completamente formadas e semelhantes aos adultos.

Nome: Robalo
Nome Científico: Dicentrarchus labrax

Enquanto juvenis, os robalos formam cardumes para se protegerem de predadores e é frequente encontrá-los a nadar misturados com outras espécies. Os adultos são animais solitários mas, em algumas ocasiões, reúnem-se para atacar cardumes de outros peixes. São predadores vorazes que patrulham todo o tipo de fundos costeiros, em busca de alimento e, uma vez que suportam salinidades baixas, chegam a penetrar em estuários e rios. A sua longevidade é impressionante, pois podem viver até 30 anos(!).

Ruivo
Nome Científico: Lepidotrigla cavillone

O ruivo, tem um corpo em forma cónica, característica da família. A cabeça é grande e tem um profundo sulco espinhoso entre os olhos. As barbatanas peitorais apresentam um desenvolvimento muito curioso.
Os três raios inferiores, livres e móveis, permitem-lhe deslocar-se sobre o fundo, os restantes são longos e estão unidos, assemelhando-se a asas que, quando abertas, lhe permitem planar na água! Vive perto da costa, até cerca dos 300 m de profundidade.

Safia
Nome Científico: Diplodus vulgaris

Esta é uma das espécies mais comuns das costas rochosas da Penísula Ibérica. Embora ocorram até aos 90 m, os adultos são mais comuns junto a rochas, até aos 30 m, onde se alimentam de ouriços, ofiúros e algas. Os juvenis refugiam-se de predadores em pradarias de erva-marinha. Trata-se de uma espécie hermafrodita, em que os machos podem converter-se em fêmeas. Por ter duas épocas reprodutivas por ano, pensa-se que se reproduz por tamanhos: em primeiro lugar os indivíduos mais pequenos e só mais tarde os maiores (superiores a 25 cm). 

Safio / Congro
Nome Científico: Conger conger

O safio tem o corpo em forma de serpente, com uma só barbatana resultante da fusão das barbatanas dorsal, caudal e anal. Boca grande lábios grossos que escondem duas fileiras de dentes. A sua cor varia entre o negro e o cinzento de acordo com o sexo e a profundidade. O congro é o safio já na sua fase de maior dimensão. Atinge um tamanho máximo de 3 metros de comprimento e cerca de 45kg de peso. Vive em fundos rochosos em fendas e buracos. Podendo viver a profundidades superiores a mil metros.  

Sarrajão
Nome Científico: Sarda sarda
 
O sarrajão, frequentemente confundido com o atum, forma grandes cardumes. Vive sobre a plataforma continental sendo, por vezes, vista a entrar em estuários. Fortemente explorado, dado o seu interesse comercial, o bonito-do-atlântico é um predador com um apetite voraz. Alimenta-se de pequenos peixes de cardume, invertebrados, como lulas e camarões, e até de membros da sua própria espécie!


Tubarão Azul / Tintureira
Nome Científico:Prionace glauca
O tubarão-azul (Prionace glauca), também conhecido como tintureira, é uma espécie tipicamente oceânica que pertence à família Carcharhinidae. Esta espécie pode ser encontrada em águas temperadas e tropicais um pouco por todo o mundo, sendo uma das espécies mais abundantes no Oceano Atlântico, presente também na costa Portuguesa e mar Mediterrâneo.
Este tubarão pode ser facilmente identificado pela sua coloração azul característica e pelo seu corpo alongado e esguio, chegando a atingir cerca de 4 metros de comprimento. É conhecido pela sua grande capacidade de adaptação e movimentação, fazendo grandes migrações e atingindo normalmente profundidades de cerca de 350 metros, embora já alguns investigadores tenham descrito mergulhos até aos 650 metros de profundidade.
O tubarão-azul alimenta-se habitualmente de cefalópodes e peixes, embora em alguns estudos tenham sido encontrados mamíferos marinhos no seu conteúdo estomacal, facto este que reforça a ideia do comportamento oportunista desta espécie.

As Espécies Capturadas

 
Boas,
Hoje, resolvi fazer um Post, de algo que espero ir sempre actualizando, as espécies capturadas.
Existiram outras, que não apresento aqui. O motivo é o facto de não ter nenhuma foto da espécie sozinha, ou com boa qualidade para a por aqui. Outras, pelas fotografia de pescarias, em que muitas vezes, estão os peixes em cima uns dos outros não permitindo assim uma foto de qualidade razoável.
É que a edição de fotografia, não é o meu forte, mas também, a partir de agora, irei tirar fotos às espécies que ainda não estão aqui. Como o Sargo, a Safia, a Boga, o Rascasso, e espero eu, muitas outras que ainda não apanhei e que são agora, o meu próximo objectivo, no corrico. Como o Robalo, a Baila ou Vária e outros que espero vir a apanhar.
Bem, tenho estado a ressacar de pesca, já não vou ao mar, desde dia 28 de Novembro, nestes últimos dias tenho-me deliciado com as pescarias dos outros, que vou vendo nos Blogs que sigo e nos fóruns que acompanho.
A ansiedade vai crescendo cada vez mais, levando-me a sonhar acordado constantemente.
Sinto que de facto estou viciado nisto. Até já sonho acordado, sinto que quando fico muito tempo sem lá ir, as coisas não correm da mesma forma.
Faz-nos bem fazer o que gostamos, mas custa quando temos tempo para ir lá para dentro e algo que nos é alheio acontece, não nos permitindo fazer o que queremos.
Foi o que me aconteceu nestes dias bons para pescar, conforme referi anteriormente, a minha Kangoo, teve uma pequena avaria e o mecânico habitual, face ao trabalho que tem, é bom sinal para ele, mas para mim nem tanto, porque assim, não tenho maneira de rebocar o meu 2ª menino para a rampa e ir lá para dentro.
E também tive uma avaria no meu carreto, possivelmente do esforço daquela luta que falei na ultima pescaria, afinal não é tão razoável como eu esperava. Melhor ainda, às vezes, somos induzidos em erro pela nossa falta de conhecimento e falta de profissionalismo de alguns senhores, que de vendedores têm muito pouco. Ou seja, apenas querem vender e rapidamente fecham a casa, pois penso que acima de tudo o pós venda é parte fundamental de manter um negocio e de manter um cliente.
O que me fez mentalizar que sou demasiado pobre para comprar material mau.
O que eu quero dizer com isto. Pretendo certamente continuar a praticar pesca embarcada por muitos anos, enquanto poder. Por isso, penso que mais vale gastar um pouco mais e ter material que sabemos que não nos vai deixar ficar mal, do que andar a gastar dinheiro em material todos os anos, que nos acaba por sair mais caro. Isto como é óbvio, foi uma opção minha, face à regularidade com que pratico esta modalidade.
As novidades ficam para mais tarde, isto em relação ao material.
Voltando ao que estava a dizer, uns dias após a ultima pescaria, face ao mau tempo sentido nos próximos dias, resolvi lubrificar o carreto e vi que uma roda dentada do suporte da manivela estava partida.
Também já foi a arranjar. Como se costuma dizer, um mal nunca vem só.
E ainda levei na cabeça, por fazer coisas que não devia. Como encher com massa em excesso, partes que não devia. Enfim, ossos do oficio, de quem não sabe e inventa um pouco, pensando que está a fazer bem e no fundo não está. Será talvez tema para outro post.
Mas passando à Pesca, a vingança vai ser terrível, eles que esperem por mim.
Assim que poder, lá estarei eu a contemplar esta magnifica Serra da Arrábida, a ver este magnifico mar e quem sabe apanhar uns peixinhos.
Aproveito também, para agradecer as votações efectuadas, não foram muitas,18, mas pelo menos quem votou, achou que isto até nem está mau e ficou acima do razoável, o que para mim já é motivo suficiente, para poder dar continuidade a este Blog.
Assim, para os que votaram , lêem, vêem e comentam. Bem como, para todos aqueles que me aturam, me vão tirando duvidas fora deste blog e dando dicas, um muito obrigado.
Pois graças a todos vós, às dicas dadas, à teoria ensinada, tudo isto junto, poupa-me tempo, vai enriquecendo os meus conhecimentos e certamente facilitar a minha pesca.
Quanto mais sei, mais sinto que ainda tenho tanto para aprender.É assim mesmo a pesca.
Então, vou dar esta pagina como concluída e abrir uma nova, só para as "Espécies Capturadas", colocando um atalho, na barra da parte de cima do blog, a qual irá sendo actualizada de acordo com as capturas de novas espécies ou melhores fotos das espécies já apresentadas.
Quero aqui salientar, que quando refiro espécies capturadas, não foram só por mim, as fotos que apresento, são de pescarias em que estive presente, sendo que, algumas das espécies aqui apresentadas, foram capturadas por amigos nas pescarias efectuadas.
Espero que gostem.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Gigante

Boas,
Hoje resolvi mostrar algo diferente, também está ligado ao mar, neste caso, às embarcações.
O titulo de gigante!! Não é um peixe. Infelizmente, eu bem gostava, mas não é.
Trata-se de um cargueiro gigante, o maior do mundo na sua categoria.
Recebi um e-mail e fiquei impressionado com o tamanho do menino, pelo que resolvi partilhar aqui no Blog.
Já que não se pesca,  pelo mau tempo sentido, sempre se faz outras coisas.
Parece que a coisa vai melhorar a partir de Domingo e prevê-se umas aberturas para o vicio.
Infelizmente, a bomba de agua da minha velha Renault Kangoo avariou, não sei se estará pronta a tempo, dos bons dias que se avistam, para que possa transportar o meu 2º menino lá para dentro.
Lá vou eu pressionar o mecânico todos os dias, a ver se na segunda-feira a coisa tá pronta, a ver vamos.
Bem, voltando ao gigante vou dizer as suas medidas.

Comprimento: 394,84 metros
Boca: 63,10 metros
Carga: até 123.000 Toneladas, carrega até 15.000 Contentores, é obra. 
A sua cabine tem uma altura superior a um prédio de 10 andares, face à sua envergadura e calado, não passa quer no Canal do Suez, quer no Canal do Panamá.
O seu motor, pesa 2.300 toneladas, tem 14 cilindros em linha e debita qualquer coisa como 110.000 cavalos.
O seu consumo é coisa pouca, um pouco mais que a minha embarcação, 6.275 lt /hora, mais coisa menos coisa.
Aqui ficam então umas fotos do Gigante, a ultima é do seu pequeno motor, quase uma altura de 5 andares.
Enfim, tem tudo de pequenino não é.





Aqui podem ver um pequeno vídeo do Gigante a navegar.
O GIGANTE

Abraços e beijinhos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Montagem Porta Canas / Corrico e Amostras

Hoje, resolvi fazer um post de uma bricolage na embarcação.
A montagem dos porta canas.




Inicialmente adquiri estes porta canas, sem juntas de borracha, mas a largura da furação ficava demasiado à face das paredes do casco e então resolvi trocar os mesmos por os que coloquei, com a furação em termos de largura mais pequena e já com junta de borracha.








Material necessário: Berbequim e Craniana; Broca, mediante medida dos furos; Groza e Lima; Chave fendas; Silicone ou Mastique; Lápis e fita métrica, parafusos inox.










Então vamos por mãos à obra.
Tiramos as medidas e fazemos as marcações no casco, neste caso é mais fácil, pois a junta de borracha dos novos porta canas, permite fazer a marcação na fibra sem grandes enganos.
Depois, marcamos o meio da marcação oval e furamos com uma broca de ferro neste caso usei uma broca nº 3 e fiz o furo a meio da marcação oval a olho.
Penso que também se poderá fazer logo o furo com a broca existente na craniana, mas poderá dar azo a um deslize durante a furação e deste modo já não.
Fura-se com a Craniana mais indicada de acordo com o tamanho do furo que pretendemos efectuar no casco. Em caso de duvida, mais vale furar com uma craniana um numero abaixo e depois groza e lima, do que fazer um furo maior do que o pretendido.
Furo feito, conforme podem verificar na 3ª fotografia, e então há que tirar o resto da fibra na circunferência, para que a mesma fique oval conforme o apoio do porta canas.
Após a Groza e a Lima para ovalizar a coisa, então vamos colocar o porta canas dentro da furação efectuada e fazer os furos, para posteriormente colocar os parafusos de apoio.
Aqui utilizei uma broca mais fininha nº 1.5.
Não recomendo que façam estes furos logo ao inicio, pois podem depois não bater certo.
Depois dos furos estarem feitos, encher então de silicone ou mastique, à volta do buraco.
Coloquei então os porta canas já com a junta, fazendo pressão nas mesmas para que o silicone se espalhe por toda a junta de borracha.
Imagem

Posteriormente apontei os parafusos e só depois dei o aperto final, limpando com um pano o silicone em excesso.
E assim ficou este trabalho feito.
Imagem

Agora só me resta, ir lá para dentro e iniciar uma nova arte de pesca, o corrico.
O porque desta mudança, a vontade de ir lá para dentro.
Aqui no Rio Sado, posso faze-lo mais vezes, porque muitas vezes o mar não me permite ir lá para fora pescar ao fundo.
A ver vamos se todos os videos que vi e leituras que fiz, me vão dar alegrias.
Espero bem que sim, só lá indo, é que poderei saber.
Neste Rio Sado, já falei com vários pescadores, que efectuaram capturas de bailas e robalos, com esta arte de pesca.
Lá vão começar as amostras a funcionar e o isco vivo.
Lá terei eu de chatear o amigo Zé, o Kaywox, do Blog, Pescar com Kaywox, pois de amostras percebo pouco e ele certamente me poderá dar algumas dicas.
As poucas pescarias que fiz de spinning apeado, apenas me permitiram perder, duas Marias, Angel Kiss e um popper Trabucco, Capture Grappler Shad.
Capturas, só uma até agora , uma cavala e com uma amostra do chinês, a roxa que vêm abaixo.
Neste momento, são estas as minhas amostras.

As 3 do chinês.

As duas melhorzinhas.

A Maria Angel Kiss, de 27 gramas

O Trabucco Airflo Popper de 21 gramas


E as duas de vinil, com as quais penso começar os curricos.

Para finalizar, deixo aqui algo que pode ajudar alguns pescadores, uma tabela com os respectivos nós e a sua percentagem de resistência.



Bem hoje fico-me por aqui,.
Até a próxima, que pelo mau tempo que anda por ai, não sei quando será.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

As Pescarias de Novembro

Boas,
Ontem fui à pesca.
E por o sentir ainda na mente, os prazeres que tive no excelente dia que passei, resolvi escrever.
Mais um dia de experiências novas, nunca vividas até aqui.
Então hoje, vou fazer ao contrário, vou começar do dia de hoje para as pescarias passadas do mês de Novembro até ao seu inicio.
Sábado à tarde 27-11-2010, começo a fazer montagens, para ensinar o amigo Gonçalo, a fazer os nós e a empatar anzóis.
Ele tinha comprado o material necessário, Fluorcarbono 0,40 e 0,35, anzóis, e destroçedores, bem como um multi-filamento 0.23 para experimentar pela primeira vez no carreto.
Estava em pulgas para ir à pesca.
Pessoalmente, acho que sabe sempre bem, ver assim alguém com tanta vontade de fazer as coisas e ir lá para dentro. No fundo pescar.
Porque não só a pesca em si, faz parte da dita, mas sim todos os momentos envolventes, pelo menos a meu ver.
E a coisa correu muito bem, começamos pelo empate do anzol, seguido do nó clinch, para praticar, inicialmente no destrocedor que agarra a chumbada, com um mono 0,25. e depois ao destrocedor da madre, depois o fluorcarbono nos destroçedores e por ai adiante.
Lá se fez quatro montagens à lá Ernesto, seguido da pratica do nó de união de multi-filamento com o mono  para depois o Gonçalo, em casa, poder retirar o fio que tinha no seu carreto e pôr o novo multi-filamento.
Montagens feitas, horas combinadas, na rampa da Mitrena, às oito da manha, tendo o Gonçalo, ficado com a tarefa de comprar a sardinha fresca, no mercado de Setúbal logo pela manha.
Cheguei à rampa já lá estava o Gonçalo, a primeira coisa que me disse foi, "não tas a ver bem, os nós correram-me mesmo bem".
Tinha conseguido fazer bem as uniões do chicote de 0.40 de um bom mono que lhe tinha dado, com o multi-filamento e também com o resto do mono que havia deixado no carreto
É sempre bom quando as coisas correm bem, nem sempre é assim na pesca, mas no fundo faz bem ao nosso ego enquanto pescadores, quando fazemos algo novo e as coisas correm bem.
E lá fomos nós, três quilos e meio de sardinha e uns camarões, que o meu tio me havia deixado da pescaria anterior.
Pensei em fazer primeiro uma ida ao choco, mas depois meti na cabeça que podia ser hoje que iria testar o Mar da Manteiga, como alguns lhe chamam.
Para mim, foi a primeira vez que lá fui, fica a pouco mais de meia milha, a Sul da rocha do São Luís.
O mar estava calmo, viria ai um belo dia.
 
 

 
Dobramos o cabeço de Tróia, e eles apareceram.Os Roazes.
São nestes momentos, que dou valor à sorte que tenho, em poder fazer o que gosto, pescar, porque tudo isto faz parte da pesca, conforme referi acima.
Já ando na mira de uma maquina fotográfica submergível, não chega aos 50 euros.
É para dar continuidade a este blog, com fotos de melhor qualidade e poder, filmar  todos estes momentos, pois encontro-me muitas vezes com os Roazes, logo a seguir aos cabeços de Troia e até na saída da barra do Rio Sado.
Acho que vale a pena o pequeno investimento, pela quantia em questão e sendo ela submergível até 3 metros.
É que não me sinto nada bem em levar a maquina cá de casa, já tive um azar aqui à uns tempos atrás, vi o meu telemóvel a entrar para dentro de agua. O barco estava parado e o telemóvel no bolso, mas num movimento qualquer sai-me do bolso, ainda lhe toquei mas, adeus telemóvel.
Ainda liguei varias vezes ao Nemo, para ver se mo podia trazer para cima, mas ele não estava para ai virado.
Então peço desculpa pelo vídeo, mas no telemóvel não dá melhor, acreditem que eles andavam por lá às dezenas, mas no vídeo, só se vêm uma ou duas vezes face à sua qualidade.
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E fui então para o Mar da Manteiga, não sem antes passar nos pontos que tinha marcado no gps, a caminho desse destino.
Foram dois, o São Luís Terra, que é nitidamente mais perto, e menos fundo, na casa dos 25/27 metros, onde também já fiz por ali algumas sondagens, normalmente à vinda mais cedo de muitos outros pontos, que não renderam tanto nesses dias, mas foram poucas as vezes que sondei por ali.
Era um local a testar, pela sua proximidade e por ficar sempre a caminho de casa.
E o São Luis I, onde não quis pescar, pois estava um embarcação a menos de 50 metros do ponto onde costumo sondar e não gosto de estar em cima de ninguém, também não gosto que o façam a mim.
Mais por uma questão de segurança, do que outra coisa. Ainda sondei um pouco por ali, mais afastado da embarcação que lá estava, mas não havia grandes sinais de actividade, havia no São Luis I, mas como já referi estava perto de outra embarcação.
Então vá de ir ao ponto novo no Mar da Manteiga.
Chegamos ao ponto vai de sondar, estávamos na vazante e o mar estava um lago, algumas correntes mas pouco vento que na altura colocavam a proa para E.
Acho que nunca sondei em tanto sitio e tanto tempo, sondei sondei, vi algumas marcações na sonda mas nada de especial, pelo menos face ao que já tenho visto e à minha pouca experiência.
Fiquei mais de uma hora, até decidirmos que teríamos visto algo melhor lá atrás e iríamos tentar por ali , pois não tínhamos feito 10 milhas, desde a rampa até ali para nada.
Vai de fundear e começamos a mandar sardinha lá para baixo.
Assim que as iscas chegavam lá abaixo, eram logo roubadas, vai de subir a linha rapidamente e trocar a chumbada, não havia tanta aguagem como na pescaria anterior, mas mesmo assim senti um pouco com uma chumbada de 140 gramas e subi para as 165 gramas e depois 180 gramas, que mantive até ao final da pesca
As primeiras capturas foram cavalas e sardas, depois insisti nas meias sardinhas e sardinha inteira, eis que se iniciou algo de novo para mim.
Levei um senhor esticanço,sardinha inteira. A linha começou a sair do carreto, fechei um pouco mais a embraiagem, de repente sinto paragem e grandes esticanços, coisa mesmo bruta, até agora ainda não tinha sentido nada assim, mas pela forma como lutava era um Safio e dos bem grandes.
Ainda tentei lutar ao inicio com ele, mas os esticanços eram demasiados violentos e tive de abrir mais a embraiagem porque a cana estava a acusar a carga, pensava eu....
Bem o bicho levou linha mais umas quantas vezes até que parou, parou mas não parou de fazer força.
Penso que entocou, mas não totalmente senão certamente que a linha partia. Estive uns bons 45 minutos sempre a tentar lutar com ele, mas sempre que o retirava um pouco do buraco ele não me deixava ir muito mais longe voltava a dar safanões e entocava novamente.
Passados os primeiros 15 minutos para mim a cana já tinha batido o record, bem como as linhas e a montagem. A cana fazia uma curva que chegava quase à altura do porta carretos dobrava completamente e o fio sempre que o puxava um pouco era imediatamente puxado de volta com violentos esticoes.
Eu só dizia ao Gonçalo," eu não tenho material para um bicho destes" a cana termia toda, não era a cana, era eu  que já não aguentava mais dos bracinhos, até que me resolvi sentar.
Foi a melhor coisa que fiz, meti a cana entre as pernas sentado e ai sim consegui tira-lo mais um pouco e nem 5 segundos demorava ele começava as cabeçadas e estive ali nisto mais de 30 minutos.
Que sensação incrível que estava a ter, parecia que estava no Big Game, imagino bem o que aqueles senhores devem passar.
Acreditem que teria de ser um grande safio, e sinceramente não sei se continuasse a insistir sempre a deixar a cana trabalhar, como seria.
Eu achava a cana demasiado parabólica, mas ontem, achei que se ela não fosse assim, progressiva, esta luta não teria durado o tempo que durou.
O Gonçalo deixou de apanhar peixe, certamente porque aquele fundo, estaria agitado, com a luta que já durava à algum tempo.
Então resolvi pedir ao Gonçalo que calçasse as luvas, que uso normalmente aquando o levantamento do ferro, e me agarrasse no multi-filamento para puxar que eu já não aguentava por muito mais tempo.
Queria trazer o bicho para cima à manita. Tá bem tá ou vens para cima.
Bem sei o que é arpoar um bicho destes na Caça Submarina.
Já ajudei o meu amigo João Gomes a desentocar um bicho destes de 18 kg, ele já apanhou muitos destes na caça sub. Às vezes até entortam os arpoes, a tentar entocar e eu ali com a minha Adamastor II, a tentar fazer o quê?
O Gonçalo calçou as luvas, agarrou o multi-filamento, levou uns toques para baixo e partiu-se o multi-filamento, fiquei surpreendido. Não partiu na montagem, nem no chicote, mas a meio do multi-filamento que estava dentro de agua.
Só contam os que entram dentro da embarcação. Mas senti pela primeira vez uma luta de gigante e achei por bem conta-la aqui.
Bem sinceramente, já tinha sentido aquela dourada de 3 Kg, com a embraiagem do carreto fechada e a luta foi o que foi, mas isto foi algo que me puxou a mim e ao material aos limites, até ontem, nunca tinha sentido nada assim e fiquei contente porque as montagens feitas por mim e os nós e anzóis empatados, aguentaram mais que o multi-filamento, que também já tem quase um ano.
Eu passado meia hora desta luta, já me deitava no banco para trás porque as costas já me doíam dos primeiros 15 minutos, que estive a lutar em pé, com o que quer que fosse que estivesse lá em baixo, certamente seria um Safio.
Levantei ferro dali cerca de 1 hora depois, penso que foi esta luta que estragou o pesqueiro, mas para mim tinha sido algo de extraordinário, ainda que não apanhasse mais nada o dia todo, já tinha tido o meu dia feito com mais uma experiência para contar.
É sempre bom termos alguém ao nosso lado, que possa, ver e sentir as emoções vividas na pesca.
Certamente que se existisse a tal maquina, poderiam estar a ver o que estou a falar, filmado pelo amigo Gonçalo , mas não, ainda não foi desta, espero que existam outras assim.
E deste Mar da Manteiga me despedi. Depois de muito sondar por ali, como já referi foi o dia que mais sondei. Isto, tirando os dias que fui lá só para esse efeito, afinar a sonda, após ler um artigo de três edições da revista O Pescador, que muito me ajudou, finalmente pude ver as cores lá em baixo que eu ouvia falar mas nunca via.
Acreditem, tiram sempre mais partido perdendo um tempo e afinando todas as opções da sonda em modo manual, mediante o nosso tipo de pesca habitual e necessidades, do que ter tudo em automático.
Pelo menos comigo foi assim.
O dia, parecia um dia de Verão. Para poder contrariar os dias de frio que têm estado, e o mar embora com alguma aguagem no fundo, estava um lago, a navegação daqui para ali e para acolá, fazia-se sem qualquer problema, fazendo a embarcação planar facilmente e chegar rapidamente ao próximo destino.
A rocha do São Luís. Era O próximo destino, sem qualquer ponto marcado no gps naquela zona, "mesmo em cima da rocha" lá sondei eu mais um pouco e nada, iscas para baixo nalguns pontos mais esverdeados com alguns traços amarelos na sonda e nada.
Tinha de tentar perceber onde estava o peixe, se mais fora se mais encostado à costa, só assim perdendo tempo levantando e baixando ferro varias vezes, conseguiriamos chegar a algumas conclusões.




E foi isso que fiz, após sair do Mar da Manteiga, passei novamente nos pontos habituais no São Luis I, já não estava a embarcação que havia visto de manha, mas a sonda também não tinha os mesmos sinais que tinha visto aquando a minha passagem por ali de manha.
Ainda sondei mais um pouco por ali, mas nada.
Daqui segui para o São Luís III, e nada, resolvi ir lá fora, fui andei perto dos 50 metros, percorri todo o percurso que vêm do São Luís, até aquela rocha cá fora que não sei o nome, a sondar a velocidade muito reduzida, nada vi por ali, então vai de ir la mais dentro encostado à costa, novamente naquele novo ponto que ainda não tinha testado nas condições que queria o São Luís Terra.
Resolvi acabar ali o dia, as restantes embarcações estavam todas um pouco mais fora, acabei por sondar por ali e fiquei ainda mais dentro do que o ponto marcado, estávamos a pescar a cerca de 23 metros, já tínhamos estado nos 30 nos 33 nos 43 e nos 50 metros e nada.
Queria só ver uma marcação de uns laranjas agarrados ao fundo na sonda, vi que estava uma bóia dos covos relativamente perto. A corrente e vento aproavam a embarcação a NW, pelo que resolvi não fundear ali não fosse a fateixa ficar presa ao cabo dos covos e depois é uma treta.
A bóia estava no sitio certo daria ai umas 8 braças minhas de cabo e estaria lá em cima do ponto.
Eram cerca de um quarto para as quatro da tarde, quando começamos a pescar aqui, Sempre com a sardinha, quase petinga, era uma sardinha mais pequena.
Começamos a sentir o pesqueiro activo após uma meia hora de iscadas, mais coisa menos coisa, fizemos pesqueiro nitidamente, digo isto pelo desenvolvimento que tivemos naquela hora a seguir.
Começamos a apanhar Sardas e Cavalas, o Gonçalo um carapau que seria o único desta pescaria, e depois começamos a ver os cardumes de peixe pequenos, não sei o que era, se cavalas pequenas, carapau ou sardinha, se bogas ou tainhas, não faço ideia, eram peixes muito pequenos, mas eram às centenas, a agua até fervia delas a saltar.
Bem a luz do dia acaba por volta das cinco e meia, eram cinco da tarde e nós ali naquele lago a fervilhar de peixe, a marcação da sonda passou dos verdes e amarelos, para os laranjas e vermelhos, apareciam e desapareciam, andavam ali cardumes enormes, e os maiores iriam aparecer......????
Não apareceram, não os maiores, mas foi uma boa pescaria.
Em cerca de hora e meia, sim porque pela primeira vez naveguei de noite na minha embarcação. Fazendo algo que ainda não tinha feito até aqui.
Sinceramente, nem no verão apanhei o mar ali assim, normalmente a partir das quatro da tarde, o vento levanta a ondulação também e tem de se levantar ferro e sair dali, mas ontem não, era um lago.
O que me levou a fazer isto, um desejo enorme de pesca, os pedidos do Gonçalo para ficar , pensar que ia ver novamente Setúbal à noite vista do mar ao entrar na barra, a praia-mar para poder navegar mais tranquilo à noite no Sado, estava tudo a favor.
Já era algo que queria fazer no Verão, navegar um pouco à noite, algo que a minha embarcação e carta permitem fazer.
Vi que ali à volta continuavam três embarcações também em acção de pesca e vai de continuar a pesca.
Foram  três choupas de seguida  ao que se seguiu um parguito pequeno e um besugo. O besugo já foi com camarão, eram para ai uns 8 camarões que sobraram da pesca com o meu tio. Nessa pescaria usei só sardinha e continuo a preferir a sardinha conforme já descrevi, foi ela que manteve ali aqueles sinais na sonda.
O Gonçalo começou a tirar Besugos, tirou dois de seguida era cair e picar logo, ainda apanhei mais um pequeno. Andaria ali o cardume??? Enquanto ouve camarão eles estiveram mais activos.
O Gonçalo ainda sacou o ultimo Besugo com Sardinha e bogas nem uma entrou no REBOLO.
Certamente se tivéssemos começado o pesqueiro com Camarão como fazíamos antigamente, elas teriam aparecido.
Também contribuiu e muito o facto de usarmos anzóis maiores 1/0 e 2/0, só ficando lá o peixe que deve ficar.
Ou não, como foi o caso deste peixe agulha, que após meter sardinha no anzol de baixo e o meter dentro de agua para iscar no anzol de cima, ia levando a cana para dentro de agua.
Mais uma que aprendi, só meter as iscas dentro de agua quando estão prontas, senão pode acontecer isto.
O anzol ferrou na parte de trás do agulha, acho que foi o maior que apanhei até hoje. Que apanhei não que foi ele que apanhou o meu anzol. É sinal que estava bem afiadinho, vejam a foto abaixo.


Até não desgosto de comer este peixinho frito.
Aconteceu o mesmo ao Gonçalo mas já com as duas iscas dentro de agua. É sempre engraçado ver os saltos que estes bichos dão fora de agua, fazendo lembrar uma miniatura dos primos, o espadarte.
E também já viram ali alguns vermelhos, não tudo vermelho ou quase, mas quem sabe, talvez um dia consiga.
Só é preciso lá ir, praticar e testar, só assim vamos aprendendo, só sei que nada sei.
Por falar em vermelhos, deixo aqui um pequeno vídeo, de uma das pescarias com o Ricardo Alentini, em que só nós sabemos o porque, de amar-mos tanto os vermelhos.

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E para finalizar este dia, aqui ficam as fotos da pescaria e dos pescadores, foi pesca em equipa como lhe chamo, para o mesmo balde e da mesma forma. Parabéns Gonçalo, já à algum tempo que para ti, não existia um dia destes, ainda bem que correu bem.



O safio, apanhei-o antes deste ponto, mais fora. Quem me dera que fosse o outro.... penso eu de que.....


Os quatro vermelhos, existiram mais,"Besugos" mas eram pequenos e foram devolvidos à agua.
Belo dia passado, muita sondagem e novas experiências.
Passamos então à pescaria anterior

25-11-2010

Quinta feira 25-11-2010, lá fui eu mais o meu tio Jaime fazer uma embarcada.
Iniciamos a pesca ao choco por volta das 8:30 da manha.
Andavam aqui muitas embarcações, à deriva no Sado, mais do que é normal para a altura do ano, pelo que resolvi ficar por ali.
Senti dois ou três toques e nada para o balde.
Ainda fiz nova paragem ali ao pé do cabeço de Tróia, nova deriva, mas nada.
As correntes estavam fortes no fundo, mas a deriva lenta pelo vento que era fraco colocavam as linhas na popa da embarcação, o que a meu ver não trás grandes resultados.
Chocos zero. Aliás chocos 10, nós 0, ganharam eles.
Nove e meia vai de ir para o São Luis, já se encontrava uma embarcação na zona em que pretendia pescar, pelo que sondei ali à volta de outros pontos.
Mais uma vez não me consegui colocar onde queria, mas também a deriva do barco era constante quer para Norte quer para Sul.
O vento aumentou um pouco e as correntes ainda mais.
Não me lembro de apanhar correntes tão fortes no fundo por ali.
Tinha retirado as chumbadas da caixa para fotografar para o meu blog e esqueci-me de voltar a colocar as mais pesadas na caixa.
O meu tio só tinha chumbadas até as 140 gr, ainda lhe emprestei uma de 170 que tinha.
Bem, nem com chumbada de180 gramas consegui pescar ali, as correntes eram tão fortes que pouco ou nada sentíamos lá em baixo.
Ainda tentei com duas chumbadas, mas os enrolanços da montagem são inevitáveis.
As iscadas grandes e médias desapareciam sem que desse conta delas, a ponteira de carbono estava sempre bamba, não a conseguia por direita derivado ao arrastamento da chumbada.
A coisa ainda acalmou na altura do estofo, mas depois na enchente voltaram as correntes fortes.
Ainda pensei em sair dali, vir mais para perto da costa, mas a sonda estava com uns alaranjados lá em baixo e resolvi ficar.
Para mim foram uns quantos carapaus, um safio com 70 cms, um besugo e uma cavala jeitosa.
Para o meu tio, duas sarguetas uns carapaus, cavalas e duas bogas.
Nunca tinha pescado com correntes destas no fundo e o esquecimento das chumbadas mais pesadas não permitiu melhor.
Não levei maquina comigo, por isso só mostro aqui os que eu apanhei, já em casa.
Isca, sardinha e camarão montagem as habituais à lá Ernesto.




Continuando com as pescarias, de Novembro o tempo esteve ruim este mês, até agora foi para mim o pior em termos de condições para as pescarias. Até agora.......
O que me faz pensar novamente, que só tenho um ano e pouco disto, da pesca ao fundo embarcada.
Muito tenho de aprender.
Sem duvida que a pratica constante e a persistência, nos faz perceber aos poucos  que as pequenas coisas da pesca, às vezes fazem as grandes diferenças.
Como já referi, não tenho experiência para tecer muitos comentários, mas tento ao menos, ir contanto as minhas experiências.
Assim, sempre vou mostrando a minha evolução, ou não, mas temos de ser persistentes e não desistir facilmente. A evolução não é constante, às vezes estagnamos e temos de insistir mais para perceber o que esta mal.
Alias, eu bem gostaria de poder proporcionar sempre boas pescarias, às pessoas que vão comigo.
Mas face à minha fraca experiência, penso que a coisa até não tem corrido mal.
Mas tinha de acontecer, algum dia tinha de trazer a grade e foi no dia 12-11-2010.

12-11-2010

Mais uma pescaria, a primeira com os meus amigos Avelar e Ibraim.
O Ibraim costuma pescar em Sines, também tem embarcação própria e já andávamos para fazer uma saída à algum tempo.
Ex-colegas de trabalho, o Ibraim, mais um que defende a sardinha com unhas e dentes.
Vim a saber que tem lugar para a embarcação no mesmo passadiço do Ernesto Lima, lá em Sines.
Como eu já disse algumas vezes, o mundo é pequeno.
O Avelar é novato na matéria, iniciou a sua pesca à pouco tempo com o Ibraim em Sines, na embarcada e começou a crescer o bichinho.
O homem até comprou uma cana nova e vinha estrear a mesma na minha embarcação. 
Bem, chegada ao bico das lulas por volta das 8:30 e nem uma embarcação aqui ao choco. "estranho disse eu para mim"
Como ia levar ambos pela primeira vez ao choco, fiquei a pensar que se calhar não teria sido o melhor dia, não estava lá ninguém.
Explicações para ambos em relação às linhas de mão e vai palhaços para baixo.
Uma hora passada, o Avelar apanhou um, o Ibraim outro e eu cinco, mas mais pequenos que os da semana passada.
Já os tinha avisado que não é a melhor altura para o choco, mas a coisa correu bem, pelo menos apanharam um choco da 1ª vez que fizeram esta pesca, eu, na minha primeira vez nem um.
Arrancamos então para o São Luís, numa primeira passagem vi na sonda uma mancha enorme amarelos e laranjas antes de um pontão, que subia dos 33 para os 37 metros.
Resolvi continuar e ver o que estava do outro lado. Não estava nada e nunca mais consegui ver qualquer actividade no fundo.
Ainda voltei a passar duas vezes no mesmo ponto e por ali à volta e nada. Estive quase uma hora a sondar as zonas habituais de pesca e nunca mais vi nada de actividade.
Será que eles estariam mais fora, sondei dos 30 aos 40 metros.
Achei estranho não é habitual naqueles pontos, as coisas estarem assim mortas.
La fundeie em três sítios diferentes, mas a historia era sempre a mesma não picava nada de nada.
O Ibraim ainda usou uma técnica que vim a saber ser usual em Sines, o para-quedas de plástico, preso a chumbada para levar o engodo"sardinha" para baixo.
Desconhecia isto do para-quedas, não sei se será viável a maiores profundidades, mas é mais uma para juntar aos novos conhecimentos.
Bem sinceramente nunca tive um dia de pesca assim, estive 6 horas a pescar à cana e só senti uma picadela de um garoupinha, que veio para cima e serviu de petisco para uma gaivota.
O Avelar nada, e o Ibraim teve dois toques durante a pesca e um, o Sargo, foi numa altura em que estávamos a comer, ficando o peixe ferrado sem ter a cana na mão, foi um sargo e uma dourada.
Isca sardinha e caranguejo.
Isto à dias assim, para eles que estão habituados a apanhar peixe em Sines, imagino a frustração, até eu me senti assim.
Então a 1ª vez que vêm pescar comigo e logo um dia de azar. Só não acontece a quem não anda por lá mas gostava que tivesse sido diferente, bem me esforcei para tal, mas não deu mesmo.
Terá sido da tempestade que se fez sentir nos dias anteriores.
Aqui ficam umas fotos dos dois pescadores, o Avelar com a sua cana nova e o Ibraim com os seus exemplares.

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Deixo ainda aqui umas fotos do amigo Ibraim, num dos seus dias de faina lá por Sines.
Ainda não me tocou nenhum destes, mas espero um dia, vir a poder mostrar aqui, o meu primeiro sargo veado.
Para já deixo aqui não um, mas dois do Ibraim.


E a primeira do mês de Novembro, dia 06-11-2010.

06-11-2010

Mais uma para a bagagem, lá fui fazer mais uma pescaria com os amigos Ricardo Matzinger e Ricardo Alentini, aqui ao largo de Setúbal
Saímos cedo, pois queria ver se os chocos já andavam lá fora. Os pescadores já lá andam deste o mês passado.
Também tenho lá ido, mas como o choco ainda andava pequeno , não tenho insistido, mas já andava com saudades de comer uns choquinhos grelhados.
Saímos por volta das 7:30, chegamos antes das 8:00 ao bico da lulas, onde se concentravam mais de 20 embarcações, o habitual.
Palhaços para baixo e nem cinco minutos saco o 1ª choco, mais um tempo com a deriva a levar-nos para fora e rumei para a costa novamente a fim iniciar nova deriva.
A coisa estava fraca, mas ainda assim saquei 3 chocos e 1 polvo em menos de 1 hora. o Ricardo Matzinger apanhou 1 e o Alentini levou a grade com ele.
Eles já estão a aumentar de tamanho saímos dali por volta das 9:00 e ida para o São Luis, fazer mais uma pescaria ao fundo.
O tempo estava óptimo, mais uma vez não consegui fundear onde queria, mas dei mais uma braças de cabo e o fundo ficou um pouco melhor.
A pesca não foi muito activa, mas ficamos a apanhar boa qualidade de peixe.
O Ricardo Matzinger, que foi comigo pela segunda vez, ainda apanhou dois pargitos pequenos, umas choupas, uns carapaus.
O Ricardo Alentini um belo Sargo com 880 gramas e mais umas choupas e uns carapaus.
Ambos estavam a pescar com anzol nº 2 e 3
E eu, nas minhas experiências, com anzóis maiores 1/0 e 2/0, ainda apanhei uma dourada, dois parguitos, dois besugos, duas belas sardas e umas quantas choupas que ficaram na caixa do Matzinger.
Eles iam variando as iscas,camarão, sardinha e caranguejo, eu sempre a apostar na sardinha e de vez em quando um caranguejo.
Mais um dia bem passado.
Assim, fazendo uma analise em relação às restantes pescarias deste mês, o que posso dizer:
Em primeiro, quero dar realce aos anzóis maiores que comecei a utilizar,1/0 e 2/0, não ferro tanto peixe pequeno e sempre lhes dou alimento.
As bogas, penso eu de que, face aos anzóis e iscadas maiores de sardinha, não vão lá da mesma forma que iam aquando a utilização do camarão como isca principal.
E o porque de tal afirmação, reparem quando as montagens são diferentes, com anzóis mais pequenos, como alguns amigos levam, nem conseguem iscar sardinha em condições.
Assim, vejo as bogas que são apanhadas ao meu lado, e vejo que a mim não me tocam.
Foi outra das alterações, que como já referi no post anterior mudaram o meu tipo de pesca e o tipo de capturas.
As aguagens, estas foram mais fortes neste mês, uma novidade para mim. Já recebi algumas dicas lá pelo Porto de Abrigo, onde também relato as minhas pescarias e assim, sempre vou ouvindo opiniões e testando algumas delas.
Mas passando então ao dia em questão, aqui ficam umas fotos.
O mar, os pescadores e o peixinho.

 









Fiquei bastante contente com esta pescaria e com os exemplares apanhados.
A sardinha a mostrar ao Ricardo Alentini, que afinal eles gostam daquilo.
Quem me dera que fosse sempre assim.
Foi a primeira vez que os vermelhos ganharam aos outros.
São estes momentos, que nos fazem crescer mais a vontade de lá ir, tentando fazer mais e melhor, às vezes, as grades também nos fazem reflectir sobre o que está mal, ou menos bem e tentar melhorar a caida saida que fazemos. É isso que tento fazer.
Agora que sei mais um pouco desta arte da embarcada, ao fundo, vou me dedicar também ao corrico.
Muitos vou ouvindo e lendo, antes de iniciar esta arte, que também me atrai, assim como o jig ou zagaia.
Mas não devemos querer fazer tudo ao mesmo tempo, se a pesca ao fundo já tem tanto para aprender, duas ou três artes diferentes, muito mais têm e não podemos melhorar fazendo isto tudo ao mesmo tempo.

Para finalizar, deixo-vos um vídeo, do meu filho e dos seus primeiros mergulhos na natação.
É o que tem touca laranja. A miúdinha que vêm mais pequenina, tem 3 anos.
Faz natação à dois, já nada sozinha e mergulha. Até me passo a olhar para ela dentro de agua e ver o seu à vontade naquele meio.
O meu filho, tenho de lhe dar tempo para os mergulhos, que não gosta tanto de o fazer.
Foi um susto que apanhou nas primeiras aulas em que ficou algum tempo debaixo de um colchão e fui eu a chamar a atenção da professora para tal.
Fiquem bem, boas pescas a todos e até à próxima pescaria, que isto a partir de agora vai ser actualizado a cada pescaria feita.

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